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Mulher é baleada e morre por causa de fofoca em bairro da Serra

REVOLVER DOISUma auxiliar de serviços gerais de 33 anos foi baleada com dois tiros por causa de fofoca, na madrugada de domingo, no bairro Planalto Serrano, na Serra. Ela foi socorrida, mas acabou morrendo após ter sido atendida em um hospital da Serra.
A vítima, que é moradora do bairro, estava brigando com uma vizinha quando um encarregado de obras, de 37 anos, que também mora no local, chegou e se envolveu em uma briga com ela, por causa de desavenças anteriores entre os vizinhos. Durante a briga, ele acabou surpreendendo-a com os disparos e, em seguida, fugiu. Ele não foi encontrado pela polícia.
O crime ocorreu por volta das 2 horas, na Rua Alagoas, onde mora a auxiliar de serviços gerais. De acordo com investigadores da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a vítima estava junto com alguns vizinhos e moradores do bairro, que formavam um grupo de cerca de 10 pessoas, e todos ingeriam bebida alcoólica e conversavam no local quando, de repente, ela e uma vizinha começaram a discutir.
Enquanto discutiam, as duas começaram a lutar entre si até que o encarregado de obras chegou com alguns familiares. Assim que essa luta acabou, a auxiliar de serviços gerais então se envolveu em uma briga com o acusado. Segundo os policiais, foi durante a briga que ele saiu para buscar uma arma e, ao voltar, atirou contra a mulher.
A vítima foi atingida por um tiro no peito e um de raspão nas costas, e socorrida pelo marido da vizinha com quem havia brigado para o Hospital Jayme dos Santos Neves, na Serra.
Familiares da auxiliar de serviços gerais contaram que o motivo da briga entre a vítima e a vizinha foi uma fofoca de que ela teria debochado da mãe de um rapaz – que, inclusive, é sobrinho do encarregado de obras -, morador do bairro, que foi preso recentemente por ter agredido a mulher. Entretanto, afirmaram que não sabem o que levou o acusado a atirar nela.
Já os familiares do encarregado de obra ressaltaram a mesma motivação ao explicarem a briga entre a auxiliar de serviços gerais e a vizinha, mas, ao esclarecerem o desentendimento entre a vítima e o acusado, frisaram que tudo ocorreu por causa de uma outra fofoca. Ela estaria perseguindo-o há seis meses para que ele se envolvesse em um relacionamento amoroso com uma amiga e os dois constantemente brigavam por causa disso.
Perseguição
Além de ter brigado com a vizinha e com o encarregado de obras, a auxiliar de serviços gerais teria discutido com o acusado e com a cunhada dele, mãe do rapaz que está preso por ter agredido a mulher, horas antes de ser baleada.
A afirmação é dos familiares do encarregado de obras, que, apesar de frisarem que não consideram a ação dele correta, ressaltaram que o acusado só atirou contra a vítima porque já estava nervoso com a perseguição dela, e porque ela o agrediu com chutes, um tapa no rosto e uma cadeirada na cabeça.
“Soube que, durante a tarde, ela foi até a casa da minha tia e debochou dela porque meu primo continuava preso e as duas discutiram. Depois ela encontrou com o meu tio na rua e os dois também discutiram, porque ela voltou a falar para ele ficar com a amiga dela. Ele já havia ficado nervoso, então, quando chegou na rua e ela partiu para cima, chegou ao extremo”, disse uma dona de casa, sobrinha do acusado, 21.
A dona de casa salientou que a briga entre o encarregado de obras e a auxiliar de serviços gerais começou porque, ao chegar na rua, o acusado teria ouvido a vítima mencionar o nome dele enquanto ainda lutava contra a vizinha.
“Ela e a vizinha estavam brigando quando a gente chegou. Só que, de repente, ela falou o nome do meu tio. Então ele a chamou de fofoqueira e ela parou de brigar com a vizinha para partir para cima dele”, complementou.
Os policiais não confirmaram nenhuma das versões apresentadas pelos familiares da vítima e do acusado. O caso será investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção às Mulheres (DHPM).
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