Mulher que jogou gato para ser morto por pitbull em João Pessoa é identificada

Mulher que jogou gato para ser morto por pitbull em João Pessoa é identificada

A Polícia Civil já identificou a mulher que lançou um gato para ser atacado e morto por um cachorro da raça pitbul. O fato ocorreu no último sábado (5), no bairro do Geisel, em João Pessoa e foi registrado por câmeras de segurança instaladas na casa onde o cão é criado. A suspeita tem cerca de 30 anos de idade e reside na mesma rua em que o crime foi praticado. O nome não foi divulgado, mas vizinhos disseram se tratar de Josefa de Freitas que não é vista na rua desde o dia do crime.

O caso está sendo investigado pela Delegacia do Meio Ambiente de João Pessoa. Segundo a delegada Clea Pereira, titular da unidade policial, diversas diligências vêm sendo feitas com objetivo de localizar a agressora.

“Desde ontem (segunda-feira, dia 6) que nossos agentes estão realizando diligências para localizar a pessoa que aparece nas imagens jogando o gato por cima do muro da residência. Já obtivemos informações sobre a identidade dela e seu endereço. Ela será intimada para comparecer à delegacia e assinar um termo de compromisso que faz parte do Termo Circunstanciado de Ocorrência, em virtude do crime praticado”, declarou a delegada.

A delegada já tomou o depoimento da mulher proprietária do cão pitbul e de outra testemunha que confirmaram que o gato arremessado em direção ao cachorro foi atacado e morto pelo cachorro. Além dos testemunhos, a polícia já está de posse das imagens que mostram como tudo ocorreu.

“A imagem é clara. Mostra perfeitamente a mulher pegando um volume, que sabemos ser um gatinho, e o lançando por cima do muro de uma casa, onde havia um pitbul. Depois de lançar o animal, a mulher segue seu caminho naturalmente, como se nada tivesse acontecido, demonstrando frieza”, observou Clea Pereira.

A mulher será enquadrada com em prática de maus tratos contra animais, prevista na Lei de Crimes Ambientais. A pena é de três meses a um ano de detenção, sendo agravada em caso de morte do animal atacado

“Em virtude de o crime ter pena inferior a dois anos, a mulher responderá em liberdade. No entanto, ela terá que comparecer à delegacia, assinar o termo de compromisso que faz parte do Termo Circunstanciado de Ocorrência e responder a processo judicial”, explicou a delegada.

 

SecomPB