Na bola, e na superação com um a menos, Brasil vence Peru e conquista Copa América

Na bola, e na superação com um a menos, Brasil vence Peru e conquista Copa América

Foi na bola, e na superação. Foi no grito do Maracanã. O Brasil sofreu um pouco, teve Gabriel Jesus expulso, mas venceu o Peru, no templo do futebol, por 3 a 1, e conquistou a Copa América.  E não tem essa de que era o Peru. O Peru eliminou o Uruguai, o bicampeão Chile e teve seus méritos para chegar na final, e fez jogo dos mais duros. Mas não teve tantos méritos para ganhá-la.  Vencer a pressão e sofrer com o VAR A seleção começou intensa, pilhada pelo clima de final que tomou conta do Maracanã.

O santista Cueva tentou jogar um balde de água fria no estádio em cobrança de falta logo no início. A bola passou perto da meta de Alisson, que fez um golpe de vista com o coração na mão. Tapia foi outro a assustar em chute de fora que passou mais longe.

A torcida cantava para tentar tirar a seleção brasileira da defesa para sair da pressão. Foi só lá pelos dez minutos que os brasileiros conseguiram, pela primeira vez na partida, tocar a bola com mais calma.  Com tranquilidade, o time de Tite trabalhou a jogada, até que apareceu a oportunidade.

Dani Alves achou espaço para um grande passe para Gabriel Jesus na ponta direita. O atacante passou por Trauco e cruzou para Everton que, do outro lado, bateu de primeira para explodir a rede inimiga, e o Maracanã junto.  O jogo brasileiro se concentrava no lado direito de ataque, com Dani Alves e Gabriel Jesus, aproveitando os espaços deixados por Miguel Trauco. Do outro lado,

Firmino acordou o setor e Coutinho, na conclusão, mandou perto da trave.  Com a bola no chão, os brasileiros dominavam por completo o jogo. O segundo gol quase saiu após jogada que rodou o campo inteiro, e terminou em cabeçada para fora de Firmino.

Estava tudo na mão dos brasileiros, até que a jogada de Cueva acabou desviado no braço de Thiago Silva na área. O zagueiro, que estava fazendo uma partida impecável, sofreu mais uma vez com uma mão na área. Na cobrança do pênalti, confirmado pelo VAR, Guerrero empatou.  Já era perto do intervalo, e Tite já temia seus jogadores descendo aos vestiários cabisbaixos.

Mas Arthur arrancou do meio de campo, foi levando, foi levando e ninguém incomodou. Quando a marcação se aproximou, ele tocou para Gabriel Jesus, que contou com escorregão da marcação para, com tranquilidade, mandar para a rede. Quando o árbitro confirmou o intervalo, o clima era de festa,

Título não vem sem sofrimento O Peru teve de ser mais corajoso no segundo tempo, se abriu e deixou o jogo mais animado. Era ataque de cá, resposta de lá. A partida prometia mais gols.  Os principais ataques brasileiros nos primeiros 15 minutos pararam nos pés de Coutinho, que hesitou sempre entre o passe e o chute e não fez nem um, e nem o outro.  A partida era um dilema danado. Às vezes, parecia que o Brasil ia fazer o terceiro.

Em outros momentos, o Peru se aproximava de descontar o placar. E tudo seguia indefinido.  Virou ainda mais drama quando Jesus, depois de dividida com um defensor, recebeu o segundo amarelo de um rigoroso, e confuso, árbitro e foi expulso de campo (quase derrubando o VAR em uma descida aos vestiários intempestiva).  Tite tirou Firmino para colocar Richarlison. O Brasil estava completamente acuado em campo, sucumbindo com um atleta a menos que o rival.

E lá veio pressão.  Só que a seleção se segurou, e contou com um lance tão polêmico quanto a expulsão de Jesus para confirmar a vitória. Everton avançou na área e acabou derrubado em dividida. Mesmo olhando no VAR, o apitador marcou pênalti, e Richarlison soltou os pombos, ou melhor, soltou a festa no Rio de Janeiro. O campeão voltou, e para sua casa: o Maracanã.

O Gol