Nos 55 anos do golpe, grupo protesta contra a ditadura em Brasília

Manifestantes protestam contra golpe militar de 1964 no Eixão, em Brasília.Ludmylla Rocha/Poder360 – 31.mar.2019

Um grupo de manifestantes protesta contra o golpe e a ditadura militar na manhã deste domingo (31.mar.2019), no Eixão, uma das principais vias de Brasília.

No início do protesto, por volta das 9h30, havia cerca de 50 pessoas, na altura da quadra 108 Norte, vestindo branco em sua maioria e criticando a decisão do presidente Jair Bolsonaro de comemorar o golpe e, consequentemente, a ditadura militar que foi instaurada em 1º de abril de 1964 e durou até 15 de março de 1985.

De acordo com a PMDF (Polícia Militar do Distrito Federal), a quantidade de manifestantes subiu para 400 por volta das 11h.

Segundo relatório da Comissão Nacional da Verdade, houve em 434 mortes e desaparecidos no período, dos quais 210 ainda não foram localizados.

“Nós não podemos deixar uma manifestação desse tipo [decisão presidencial]passar sem nos manifestarmos. Nós vamos às ruas dizer ‘ditadura nunca mais’, ‘golpe nunca mais’ e que nós não reconhecemos essa comemoração que o governo apresenta”, discursou Yuri Soares, organizador do evento e integrante da CUT (Central Única dos Trabalhadores). Assista:

Ele afirmou ao Poder360 que costuma participar de protestos que lembram a data, mas que nos outros anos foram debates. Em 2019, em virtude da determinação do presidente, optou por organizar 1 ato aberto.

A professora aposentada Salette Aquino disse ter participado por acreditar que “não se deve cultivar nenhum tipo de violência. Sabemos que a tortura é uma das piores coisas que 1 ser humano pode fazer ao outro”.

Parte dos protestantes aproveitaram para pedir a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Cantaram o jingle de campanha “olê, olê, olê, olá, Lula, Lula”.

Outros gritavam “o povo, unido, jamais será vencido”, tradicional em manifestações. Assista:

Poder360