João Pessoa 18/09/2018 23:19Hs

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Levy diz que fica no cargo ‘até segunda ordem’

Na Turquia para encontro do G-20, ministro afirma ter respaldo da presidente Dilma

levy fica 1O ministro da Fazenda Joaquim Levy: “não vim (ao G-20) a passeio” – ANDRE COELHO / Agência O Globo

ANTÁLIA – Depois de nova semana de especulações sobre seu futuro no comando da Fazenda, o ministro Joaquim Levy afirmou que permanece no cargo até segunda ordem e que não se sente ameaçado. Em entrevista a jornalistas no fim do primeiro dia de reuniões da cúpula do G-20 (com as vinte maiores economias do mundo) neste domingo, disse que tem o respaldo da presidente Dilma Rousseff.

— Estamos navegando. Permanceço até segunda ordem. Tenho respaldo da presidente Dilma. Se eu estou aqui (na cúpula do G-20), não vim a passeio — respondeu.

Para Levy, o mais importante neste momento é aprovar as medidas que estão para votação no Congresso Nacional. São elas, segundo ele, que poderão resolver a situação fiscal e ajudar a promover o crescimento econômico do país.

— O folhetim não é muito importante. O que é importante é o avanço das medidas . Houve algum avanço. Obviamente, o tempo é curto.

Ele destacou ainda que o governo tem conseguido criar cada vez mais apoio e clareza. E lembrou da aprovação de medidas importantes na semana passada.

— A gente continua criando cada vez mais apoio e clareza. Tem um trabalho difícil para fazer. O segredo é ter paciência. Não tem fórmula mágica.

FOCO NA QUESTÃO FISCAL

Segundo o ministro, “não há nada de errado com a economia brasileira”. E, se a questão fiscal for resolvida, a confiança se restabelece.

— O PIB é fluxo. Se não se toma ações, ele diminui naturalmente. Não é que tenha nada de errado com a economia.

Ele destacou um gráfico que mantém na página do Ministério da Fazenda na intenet com três pontos para a recuperação da economiia. O primeiro é o orçamento, o segundo o restabelecimento da demanda e o terceiro, da oferta.

— A gente está no 0,7. Ainda não acabamos o (ponto) 1. A gente está trabalhando em outras coisas — reconheceu.

Perguntado se tinha prazo de validade à frente da pasta, expressão que teria sido atribuída ao ex-presidente Lula, Levy respondeu:

— Nunca tive maiores diferenças com o presidente Lula. Uma das grandes sabedorias dele foi ter paciência. Ao contrário de outras pessoas, a grande lição que ele deu foi fazer coisas no tempo. Foi construindo.

As famílias brasileiras, segundo o ministro, não têm grande alavancagem, assim como as empresas não têm grande alavancagem (volume de empréstimos contraídos em relação ao seu patrimônio).

— Governo tem um pouquinho, mas está se cuidando. Outros países têm grande alavancagem. No Brasil, não tem. Quando você conserta, a resposta é rápida. Dá para ser otimista — acrescentou.

O importante em sua avaliação são as políticas que o governo consegue implementar.

— O governo não pode impor decisões ao Congresso. Essa evolução continua. Semana que vem, deve completar a manutenção dos vetos. É de fundamental vai ser manifestação muito concreta.

O Globo