João Pessoa 18/04/2019

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Nova Zelândia proíbe armas semiautomáticas de estilo militar

6 dias após massacres em mesquitas - Armas similares às usadas nos ataques

Arden na TV: “A Nova Zelândia vai proibir todas as armas semiautomáticas de estilo militar”Reuters/TVNZ

A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, anunciou nesta quinta-feira (21/03), em pronunciamento em rede nacional, que fuzis de assalto e armas semiautomáticas de estilo militar como as usadas no ataque da última sexta-feira em duas mesquitas de Christchurch serão proibidas no país.

Também serão banidos os carregadores de alta capacidade e peças utilizadas para transformarem alguns fuzis em semiautomáticos, como supostamente ocorreu no ataque. Embora a polícia não tenha divulgado detalhes, evidências sugerem que pelo menos uma das armas utilizadas era um fuzil semiautomático similar a um AR-15, amplamente disponível no país.

A expectativa é que a lei entre em vigor até 11 de abril. A iniciativa ganhou amplo apoio popular. A proposta contém “exceções rigidamente monitoradas”, segundo a governante. Fazendeiros que abatem o próprio gado, competições internacionais de tiro da polícia e Forças de Defesa e o controle de pragas são algumas delas.

“Para todos os outros, a venda dessas armas termina agora. Eu espero que elas sejam devolvidas aos fabricantes e que nunca mais voltem para a Nova Zelândia”, afirmou a primeira-ministra. Ardern destacou que o atirador adquiriu legalmente as armas que usou, cuja capacidade foi aumentada “com uma simples compra online”.

O governo, que já havia convocado a população a se desfazer de armamentos desnecessários, vai anistiar quem entregar suas armas. Além disso, será lançado um programa de recompra das armas que passam a ser proibidas, o que pode custar até 200 milhões de dólares neozelandeses (cerca de R$ 520 milhões) aos cofres públicos.

A polícia divulgou que todas as vítimas do ataque foram identificadas. Dos 50 feridos, 29 estão hospitalizados, dos quais nove permanecem em estado grave.

Na próxima sexta-feira, quando o ataque completa uma semana, haverá uma cerimônia religiosa em homenagem às vítimas, conduzida pelo imã Gamal Fouda, de uma das mesquitas que foi alvo do massacre. Ele espera que entre 3 mil e 4 mil pessoas compareçam ao ato, que será realizado num parque em frente à mesquita Al Noor, onde 42 fiéis foram mortos.

MO/ap/rtr/dpa/efe