Novo tomate é enriquecido com substância que previne doenças degenerativas - :: Paraiba Urgente :: Portal de Notícias

Novo tomate é enriquecido com substância que previne doenças degenerativas

tomateA Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) criou um tomate enriquecido com carotenoide licopeno, substância que confere a cor vermelha ao alimento e previne doenças. O licopeno é considerado um dos mais eficazes antioxidantes na precaução de enfermidades degenerativas e cardíacas.

De acordo com dados da Embrapa, enquanto um tomate comum tem de 30 a 40 miligramas de licopeno por quilo, a nova variedade possui 114 miligramas por quilo.

Chamado de BRS zamir, o novo tomate é do tipo cereja e atende o segmento de culinária gourmet pelos balanceados teores de açúcar e acidez. O fruto foi produzido pela Embrapa Hortaliças, em Brasília, e representa uma nova linhagem de tomates nutricionalmente enriquecidos, ao mesmo tempo em que conserva os atributos característicos do segmento “”grape”” (aspecto, paladar e coloração). “

​A demanda por tomates do tipo gourmet tem crescido no Brasil. “O desempenho do BRS zamir, tanto na conservação pós-colheita como na produtividade, comprovado em testes realizados em Goiás e São Paulo, colocam esse híbrido entre os melhores materiais genéticos em termos de desempenho agronômico””, afirma o pesquisador Leonardo Silva Boiteux, coordenador do Programa de Melhoramento de Tomate do Centro de Pesquisa. “Essas características fazem desse tomate um dos mais saborosos dentro do segmento ‘grape’.”

Pílula à base de tomate pode evitar ataque cardíaco e AVC

O suplemento Ateronon pode aumentar em até 50% a flexibilidade dos vasos sanguíneos, o que ajuda a prevenir doenças cardiovasculares

tomate dois

Pesquisadores da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, estão estudando os efeitos de uma pílula à base de substâncias encontradas no tomate que pode reduzir danos causados por doenças cardiovasculares.

Trata-se do suplemento alimentar Ateronon, produzido pela CamNutra (Biociências Nutracêuticas de Cambridge), e vendido na Inglaterra. Essas pílulas contêm a substância licopeno, encontrada no tomate, que dá cor avermelhada aos alimentos e possui efeito antioxidante, ou seja, protege as células dos danos causados pelos radicais livres e, assim, retarda o envelhecimento celular.

De acordo com os pesquisadores, o Ateronon melhorou a função das células do endotélio, camada interna dos vasos sanguíneos, aumentando a flexibilidade dos vasos em até 50%.

Para Ian Wilkinson, diretor da unidade de testes clínicos da Universidade de Cambridge, os resultados têm grande potencial, mas serão necessários novos estudos para descobrir se as melhoras causadas pelo Ateronon podem significar uma redução da quantidade de ataques cardíacos e derrames.

David Fitzmaurice, professor de clínica geral da Universidade de Birmingham, acredita que, se comprovado o efeito nas células do endotélio, esse medicamento poderia ter efeito benéfico sobre as doenças inflamatórias, como artrite, diabetes e até câncer.

AVC — Um estudo de 2012, realizado pela Universidade do Leste da Finlândia, relacionou a quantidade de licopeno presente no sangue com uma menor chance de ocorrência de acidente vascular cerebral (AVC). O risco chegou a ser 55% menor para as pessoas que apresentaram maiores níveis da substância.

Tomates geneticamente modificados reduzem acúmulo de gordura nas artérias

Proteína produzida pela fruta imita ação do colesterol bom e reduz inflamações e a ocorrência da aterosclerose, que pode levar a infartos e derrames

tomate um

 

 

Modificação genética: tomates induzidos a produzir o peptídeo 6F ajudam a minimizar a ação do colesterol ruim(Thinkstock)

Pesquisadores americanos desenvolveram um tomate geneticamente modificado capaz de imitar a ação do colesterol bom. Em laboratório, a ingestão do fruto alterado por ratos ajudou a reduzir inflamações e a aterosclerose (acúmulo de placas de gordura no sangue), condição que pode evoluir para casos de infarto e derrame. A pesquisa foi apresentada em encontro da Associação Americana do Coração.

“Ela é muitas vezes mais eficaz, além de poder ser ingerida simplesmente com o consumo do fruto”, diz Alan M. Fogelman, autor sênior do estudo, executivo do Departamento de Medicina e diretor da Unidade de Pesquisa em Aterosclerose da Escola de Medicina da Universidade da Califórnia.

Pesquisa — Os tomates foram geneticamente modificados para produzirem o 6F, um pequeno peptídeo que imita a ação da ApoA-1, principal proteína da lipoproteína de alta densidade (HDL, ou colesterol ‘bom’). Os tomates foram dados, então, a ratos que não tinham a capacidade de remover a lipoproteína de baixa densidade (LDL, ou colesterol “ruim”) da corrente sanguínea. Esses animais desenvolviam prontamente inflamações e casos de ateroscleroses quando consumiam uma dieta rica em gordura.

O fruto equivalia a 2,2% da dieta, rica em gordura. Aqueles que receberam os tomates enriquecidos com o peptídeo tiveram menos níveis de inflamação no sangue, maior atividade de paraoxonase, uma enzima antioxidante associada com o bom colesterol e relacionada a menores riscos de doenças cardíacas. Esses animais tiveram ainda níveis mais altos de colesterol bom, menos placas de aterosclerose e redução do ácido lisofosfatídico, responsável por acelerar a formação de placas nas artérias em modelos animais.

(Com Estadão Conteúdo)