O grande troféu do capitão Henderson em Madri não foi o da Liga dos Campeões

O grande troféu do capitão Henderson em Madri não foi o da Liga dos Campeões

Já era tarde em Madri. Após um dia de muito calor na capital espanhola, o Liverpool celebrava o título da Liga dos Campeões. No meio dos sorrisos e lágrimas da festa, um abraço chamou a atenção de todos.  Jordan Henderson foi na beira do campo abraçar seu pai, Brian. O abraço foi daqueles longos, que dizem mais do que qualquer palavra.

Para pai e filho, aquele momento pareceu estar escrito nas estrelas.  Perto do natal de 2013, Brian, um policial aposentado, foi remover um cisto no pescoço, mas ouviu o que não esperava: afinal, era um câncer. Ele não queria falar para o filho, Jordan, pois não queria aumentar a pressão em cima do garoto que tentava ser o substituto de Gerrard em Anfield.

Quando finalmente contou, fez Jordan prometer que não o veria durante o tratamento. Brian queria o filho focado em um sonho que começou quando os dois foram ver, em Old Trafford, a final da Champions entre Milan e Juventus, em 2003.  Para a imprensa presente, Brian lembrou que o sonho do filho teve início ali.

“Quero participar de um jogo desses no futuro”, teria dito um Jordan com então 13 anos. 16 anos se passaram, Brian chutou o câncer, e ambos voltaram a se ver em uma final de Liga dos Campeões.  Brian viu um filho que conseguiu realizar o seu sonho, levantando o troféu mais importante de clubes da Europa. Jordan viu seu pai vitorioso sobre uma doença que é cruel.

O encontro foi o verdadeiro troféu de Jordan em Madri. A história deles tenta explicar o que aconteceu ali, mas só aquele abraço consegue dizer tudo…

O Gol