João Pessoa 10/12/2018

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O que Sergio Moro alegou ao pedir exoneração antecipada do cargo de juiz

Nesta sexta-feira, Moro fez um pedido de exoneração ao desembargador Thompson Flores, presidente do Tribunal Reginal Federal da 4ª Região (TRF-4). Flores assinou o pedido e, a partir de segunda-feira, Moro deixará o cargo que o deixou famoso.

Após anunciar que será ministro de Bolsonaro, no início do mês, o magistrado foi substituído na Operação Lava Jato pela juíza Gabriela Hardt, da 13ª vara de Curitiba.

A substituição, no entanto, é provisória até a nomeação de outro juiz para assumir os processos da força-tarefa.

No documento, Moro afirma que gostaria de ter pedido exoneração apenas em janeiro, quando assumirá o cargo no governo. “Para tanto, ingressei em férias para afastar-me da jurisdição. Concomitantemente, passei a participar do planejamento das futuras ações do governo a partir de janeiro de 2019”.

No entanto, o juiz afirmou que “houve quem reclamasse” que, na condição de juiz mesmo afastado, não poderia participar da equipe de transição do futuro governo. Em seguida, o ex-magistrado diz que as críticas são “artificiais”.

Sem detalhar, Moro cita ter sofrido “ameaças” para justificar seu desejo anterior de parmanecer no cargo de juiz até janeiro.

“Embora a permanência na magistratura fosse relevante ao ora subscritor por permitir que seus dependentes continuassem a usufruir de cobertura previdenciária integral no caso de algum infortúnio, especialmente no contexto no qual há ameaças, não pretendo dar azo a controvérsias artificiais, já que o foco é organizar a transição e as futuras ações do Ministério da Justiça”.

Ao final do pedido, Moro diz ter “orgulho pessoal” de ter exercido durante 22 anos o cargo de juiz federal e “de ter integrado os quadros da Justiça Federal, verdadeira instituição republicana”.

BBC Brasil