Ocupação continua na sede do IPHAN PB; órgão deve decidir posição na segunda

artistasNo início da tarde desta quinta-feira (19), vários artistas e produtores culturais paraibanos ocuparam a sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), localizado na Praça Antenor Navarro, Centro Histórico de João Pessoa. As atividades no órgão estão paradas, inclusive o protocolo, devido à mobilização em protesto à decisão do Governo interino de Michel Temer de acabar com o Ministério de Cultura.

O IPHAN é um órgão do extinto Ministério da Cultura, que tem a missão de preservar o patrimônio cultural brasileiro. Com base neste objetivo, os artistas devem tratar pautas relacionadas não só ao patrimônio histórico, mas reivindicar a posição do órgão, com intenção de agregar todos os funcionários à causa.

Durante a ocupação, foi aberto o momento para falas dos participantes, que defendiam que era necessário desinstitucionalizar para humanizar. “De acordo como as coisas estão andando ou pára tudo agora com a ocupação ou depois não vai mais ser possível. O Estado da Paraíba já recebe verbas menores que outros estados menores que ela. É preciso atender às nossas demandas porque também somos população”, ressaltaram.

Eles discutiram ainda sobre como podem usar o espaço do IPHAN para levar informação à população que ainda desconhece a luta de protesto pelo fim do Ministério da Cultura. “Estamos sendo taxados de vagabundos, de que queremos ‘mamar nas tetas’ do Governo e essa não é a realidade, poucos conhecem nossos trabalhos. Isso precisa ser urgentemente esclarecido”, afirmaram.

Outra questão levantada pelos artistas, foi de que a reivindicação parte do pessoal da Cultura porém não se restringe somente a ela, mas sim aos demais Ministérios que também foram extintos e estão entrelaçados de alguma forma.

Em votação conjunta com os artistas e funcionários do IPHAN, ficou decidido que na próxima segunda-feira (23), às 14h, haverá uma audiência especifica sobre o Patrimônio Histórico, na qual os servidores devem tomar uma posição mais clara se apoia ou não a mobilização. 

Por Fabrícia Oliveira – WSCOM