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Ofensiva jihadista já deixou mais de mil mortos em junho no Iraque

Ofensiva jidaista 10 mil mortosGENEBRA — Pelo menos 1.075 pessoas — a maioria civis — foram mortas no Iraque entre 5 e 22 de junho, período marcado pela violenta ofensiva de jihadistas sunitas, denunciou nesta terça-feira o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos. Entre elas estão 757 civis, que morreram nas províncias de Nínive, Diyala e Salahuddin. Mais 318 pessoas foram mortas e 590 ficaram feridas durante o mesmo período em Bagdá e áreas no sul do país, muitas delas em explosões de seis carros-bomba.

— Este valor, que deve ser visto como mínimo, inclui uma série de execuções sumárias e execuções extrajudiciais de civis, policiais e soldados que estavam em combate. Outros morreram em bombardeios e fogo cruzado — disse o porta-voz do Alto Comissariado, Rupert Colville.

O Iraque enfrenta uma onda de violência desde 9 de junho com o avanço de rebeldes do grupo Estado Islâmico no Iraque e na Síria (Isis), dissidente da al-Qaeda. Após tomarem controle de cerca de um terço do território iraquiano, militantes asseguram nesta terça-feira que ocuparam também a maior refinaria de petróleo do país, em Baiji, ao norte de Bagdá, em confrontos que teriam deixado dezenas de mortos.

De acordo com uma autoridade de Baiji, pelo menos 19 civis, incluindo mulheres e crianças, morreram em bombardeios do Exército dirigidos a insurgentes em várias áreas da cidade. A emissora oficial iraquiana, no entanto, apontou 19 “terroristas” mortos.

Para tentar unir as forças políticas ante a ofensiva dos extremistas, o secretário de Estado americano, John Kerry, iniciou nesta terça-feira conversações com dirigentes da região autônoma curda. No dia anterior, Kerry visitara o premier xiita Nouri al-Maliki, em Bagdá, para quem prometeu ajuda dos EUA na lutra contra os jihadistas e exortou a formação de um governo mais inclusivo.

— Como todos sabem, este é um momento crítico para o Iraque. A formação de um governo é nosso principal desafio — afirmou o chefe da diplomacia americana.

Ao receber Kerry em Erbil, o presidente curdo Masud Barzani disse que seu povo deseja uma solução para a crise.

— Com as mudanças, estamos diante de uma nova realidade de um novo Iraque — declarou Barzani.

A ofensiva do Isis permitiu aos curdos iraquianos assumir o controle de várias zonas do território que desejam integrar à sua região autônoma. As forças de segurança curdas são responsáveis agora pela cidade multiétnica e rica em petróleo de Kirkuk.

O Globo.com