João Pessoa 12/12/2018

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Operação integrada conclui investigação sobre morte de sargento

A investigação sobre o latrocínio praticado contra o sargento da Polícia Militar, Francisco Marinho, foi encerrada na manhã desta quinta-feira (25).

Ele foi morto e teve seu veículo roubado no dia 16 de junho deste ano, quando chegava a sua casa, no município de Queimadas, no interior da Paraíba.

O executor do crime, identificado como José Aquino dos Santos, mais conhecido como “Zé Trovão”, morreu na madrugada desta quinta-feira (25) durante uma operação que envolveu equipes das Polícias Civil, Militar e Rodoviária Federal.

As informações foram repassadas na manhã desta quinta-feira (25) durante uma coletiva de imprensa com representantes das três corporações.

Segundo o delegado de Homicídios da cidade de Queimadas, Cristiano Santana, “Zé Trovão” é o autor dos quatro tiros que mataram o sargento e estava sendo procurado há quatro meses.

“Desde que ocorreu o crime, estamos investigando o caso. Já prendemos as outras pessoas que teriam participado do latrocínio. Faltava apenas “Zé do Trovão” ser preso”, afirmou o delegado.

“Zé Trovão” foi morto após trocar tiros com policiais durante uma operação que começou por volta das 17h30 dessa quarta-feira (24), no trecho da rodovia que dá acesso à cidade de Mamanguape, na Paraíba.

Policiais civis de Queimadas estavam em Natal, no Rio Grande do Norte, a procura dele, quando foram informados que o criminoso estava fugindo de carro para a Paraíba.

Após serem acionados pelos agentes civis, três policiais rodoviários federais fizeram abordagens e conseguiram localizar o carro onde estava o foragido.

No entanto, ele reagiu, disparou contra os três patrulheiros e conseguiu fugir. Um homem que estava no mesmo carro que “Zé Trovão” foi preso.

Durante a fuga, “Zé Trovão” ainda conseguiu roubar outro carro e tentou retornar para o Rio Grande do Norte, trilhando rodovias e estradas de terra.

Porém, equipes da PM, da PRF e da PC e até uma aeronave da Polícia Rodoviária Federal passaram a fazer buscas e conseguiram localizá-lo e ele novamente atirou contra os policiais, mas foi atingido e morto.

O delegado geral da Polícia Civil da Paraíba, João Alves de Albuquerque, destacou que o objetivo da operação era efetuar a prisão de “Zé Trovão” para apresentá-lo à Justiça, como determina a lei.

No entanto, os policiais precisaram revidar ao ataque porque o criminoso insistia em atirar contra os agentes e a praticar novos delitos durante a fuga.

“Os policiais deram a opção ao suspeito dele se entregar e ser preso, mas ele não quis e passou a atirar contra os agentes. Eles precisaram revidar a agressão que estavam sofrendo e dispararam contra o criminoso, agindo dentro da lei”, destacou.

O coronel Lívio Delgado, comandante do Policiamento da Região Metropolitana de João Pessoa, destacou que o homem morto era considerado de alta periculosidade e estava de posse de armamento e muitas munições.

Para o superintendente PRF da Paraíba, Douglas Batista, a integração entre as polícias foi importante para a localização do suspeito.

“Tivemos equipes de policiais rodoviários do Rio Grande do Norte, de Pernambuco e Paraíba, além de militares e civis e aeronave. Sem essa integração, não teríamos conseguido obter êxito nessa operação”, observou.

O Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil instaurou inquérito para apurar a morte de “Zé Trovão”.

Paraíba Online