OPINIÃO: Campina e os 155 anos de emancipação política

Nascida em berço de ouro branco e em rota estratégica dos tropeiros, Campina Grande completa nesta sexta-feira (11) seus 155 anos de emancipação política.

Enquanto entreposto comercial. a “Rainha da Borborema”, cresceu e se tornou uma das cidades mais importantes do Nordeste e orgulho dos paraibanos. Campina com sua Feira Central,com os seus parques, praças, jardins e monumentos, tem características peculiares de um grande metrópole, e carrega uma história que vai muito além do Maior São João do Mundo.

Rota de passagem dos tropeiros no passado, e cidade futurista com importante polo tecnológico, Campina Grande avançou no tempo, A segunda maior cidade da Paraíba, com clima agradável, o povo hospitaleiro e as oportunidades que oferecem para os “estrangeiros”, atravessa séculos mantendo o seu lado cativante. As paisagens, os ícones, as belezas naturais e arquitetônicas da Rainha da Borborema, a tornam mais atrativa.

Erguida a 555 metros acima do nível do mar, a Campina do Açude Velho, do Açude de Bodocongó, do Açude Novo, do Parque do Povo, Parque da Criança, do monumento “Os Pioneiros”, a Estação velha, o Museu de Arte Popular, Museu Assis Chateaubriand, o calçadão da Cardoso Vieira, a Praça da Bandeira, a Rainha da Borborema, conserva as marcas de um grande Centro. A Praça da Bandeira, por exemplo, presta uma homenagem ao presidente Juscelino Kubitschek, exatamente por sua contribuição para o abastecimento da cidade. E o Açude Epitácio Pessoa, em Boqueirão, trás o nome do presidente que foi o primeiro a defender abertamente o tema da seca.

A cidade ao longo da história foi pioneira na política, na cultura, na economia tem contribuído para o desenvolvimento da Paraíba. Em termos econômicos, é a segunda maior cidade da Paraíba e constitui-se em quase 15% do Produto Interno Bruto do Estado.

Imortalizada nos versos de grandes poetas e em canções de inúmeros artistas desta terra, a venturosa Campina é famosa não só por seus lugares históricos, mas também por diversos personagens que compõem a trilha sonora e dão vida às principais ruas, avenidas e praças da cidade. Quem chega ao chamado ‘Calçadão Cardoso Vieira’, por exemplo, percebe que ali é um dos locais de encontro de artistas, boêmios, jovens, aposentados, turistas, engraxates e vendedores ambulantes.

O açude de Bocodoncó, inspirou a paraibana Elba Ramalho. Aliás, foi nas águas do manancial, que a cantora nascida em Conceição do Piancó, foi feliz com o seu barquinho de um remo só.
Entre o passado, o presente e o futuro, Campina Grande se tornou a uma referência na pós-graduação, notadamente na área de tecnologia. Exporta alunos para empresas de várias partes do mundo. A cidade também tem aparecido em posições de destaque que a apontam como uma das melhores localidades para desenvolver uma carreira.

Com uma população superior aos 400 mil habitantes, Campina Grande é a cabeceira de uma região metropolitana formada por dezenas de Municípios e com uma população superior a 1 milhão de habitantes. Os motores de seu crescimento são o comércio e a educação, destacando-se o importante polo tecnológico local. Apontada como uma das 20 metrópoles brasileiras do futuro, a cidade tem aparecido em posição de destaque em rankings que quase estabelecem as melhores localidades para trabalhar e desenvolver uma carreira em nosso País.

Campina Grande é considerada uma referência na pós-graduação. Como um dos maiores polo tecnológico da América Latina, exporta alunos para empresas de várias partes do mundo, tem uma incubadora de empresas nas diversas áreas da tecnologia e é uma exportadora de programas para computador.

Apontada como uma das 20 metrópoles brasileiras do futuro, a cidade tem aparecido em posição de destaque em rankings que quase estabelecem as melhores localidades para trabalhar e desenvolver uma carreira em nosso País. Por conta dessa visão futurista, já foi destaque na revista americana Newsweek, como o mais importante polo de produção tecnológica da América do Sul e um dos dez mais importantes do mundo.

O turismo também brilha na Rainha da Borborema, tendo o seu carro chefe, no um calendário de eventos o Maior São João do Mundo, uma da maiores manifestações culturais do País e que no mês de junho, atrai mais de 2 milhões de turistas, gerando um impacto financeiro e aquecendo a economia.

A cidade que acolhe forasteiros, não para de crescer. Segundo o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Paraíba (CREA-PB), apenas nos últimos anos houve um exponencial crescimento urbanístico. Mais de 150 novos prédios com mais de 10 andares foram construídos no município.

A cidade que olha para o futuro, não pode esquecer do seu nascedouro. De acordo com o historiador Gervásio Aranha, a cidade viveu seis importantes fatos que foram decisivos para o seu crescimento. Ele enumera a chegada de Teodósio de Oliveira Ledo em 1697 e o consequinte, aldeiamento; a emancipação política em 1864; a saga dos Tropeiros; a conquista da luz elétrica que impulsionou o progresso; a chegada do trem em 2 de outubro de 1907, e o ciclo da cultura e do algodão.

Conhecida como “A Rainha da Borborema”, a aniversariante do dia, é considerada um dos principais polos industriais da Região Nordeste bem “Berço do Saber” para vários paraibanos de outras cidades e também de pessoas de outros estados e até de outros países. Estudantes de todo o país, buscam formação e conhecimentos na Universidade Federal de Campina Grande UFCG), na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), no Instituto Federal da Paraíba (IFPB), além das diversas universidades particulares que se instalaram no fértil solo da Rainha da Borborema.

Campina Grande foi fundada em 1º de dezembro de 1697, tendo sido elevada à categoria de cidade em 11 de outubro de1864, de acordo com a Lei Provincial de Nº 137. De acordo com estimativas de 2014, sua população é de 402. 912 habitantes, distribuídos em uma área que abrange 594,2 km². É também a segunda cidade mais populosa da Paraíba, possui 52 bairros e sua região metropolitana é formada por dezenove municípios.

Severino Lopes