O pai de Patrick Ferreira de Queiroz, de 11 anos, nega que filho tivesse armado quando morto

Pai de garoto de 11 anos morto por policiais de UPP no Lins nega que filho estivesse armado

pai de garoto mortoO pai de Patrick Ferreira de Queiroz, de 11 anos, negou, nesta sexta-feira, que o garoto estivesse armado quando foi morto por policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) no Complexo do Lins, na Zona Norte do Rio, na tarde desta quinta. Daniel Pinheiro de Queiroz, de 48 anos, acusa os PMs de terem plantado a pistola 9mm que disseram estar nas mãos do menino. Já a Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP) sustenta que Patrick integrava o tráfico no local e estava, além da arma, com maconha, cocaína, crack e um radiotransmissor.

– Tinha arma. Mas quem vai falar que não foram eles que colocaram? Só vi ele com uma mochila e um radinho. E um policial com uma pistola na mão. Como um garoto de 11 anos vai ter pistola? – disse Daniel, enquanto cuidava da liberação do corpo do menino no Instituto Médico-Legal (IML).

O garoto Patrick
O garoto Patrick Foto: Reprodução do Facebook

O pai negou que o garoto – que estava sem estudar – fizesse parte do tráfico de drogas e disse ainda que ele era “muito prestativo”:

– Não se negava a fazer nada para ninguém. Era trabalhador. Trabalhava numa lanchonete.

O enterro de Patrick deve acontecer neste sábado.

Em nota, a assessoria de imprensa das UPPs informou que, apesar de não ter havido outros confrontos depois daquele em que o garoto foi morto, o policiamento segue reforçado no Lins.

 

Extra Online