João Pessoa 25/03/2019

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Palocci prestará depoimento ao MPF sobre desvios em fundos de pensão

Haverá depoimentos nos dias 7, 8 e 9 Defesa negocia novo acordo de delação

O ex-ministro Antonio Palocci deixou a prisão em Curitiba, no dia 29 de novembro, para cumprir prisão domiciliarAntonio Cruz/Agência Brasil

O ex-ministro Antonio Palocci prestará depoimento ao MPF (Ministério Público Federal), em Brasília, na próxima semana, no âmbito das investigações da operação Greenfield, que apura supostos desvios em fundos de pensão.

Os depoimentos foram marcados para os dias 7, 8 e 9 de janeiro. Serão conduzidos pelo procurador Frederico Siqueira Ferreira, 1 dos integrantes da força-tarefa criada para investigar os supostos desvios. A defesa do ex-ministro e a procuradoria estão em tratativas para 1 novo acordo de delação.

A expectativa dos investigadores é que Palocci, que assinou acordo de delação na operação Lava Jato, possa trazer informações sobre as supostas irregularidades nos fundos de pensão de servidores de estatais, como Funcef (Caixa Econômica Federal), Petros (Petrobras), Previ (Banco do Brasil) e Postalis (Correios).

Segundo as investigações, as fraudes podem somar mais de R$ 8 bilhões. Em uma das denúncias sobre o suposto esquema de corrupção que já foram apresentadas à Justiça Federal, 14 investigados se tornaram réus, incluindo o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto.

De acordo com a denúncia, R$ 5,9 milhões do esquema foram direcionados ao PT.

O MPF afirma que o grupo foi responsável por 1 prejuízo de R$ 402 milhões ao Funcef, em valores atualizados até 2015, contribuindo para o deficit acumulado de R$ 18 bilhões, registrado pelo fundo no final de 2016.

Em função dos benefícios do acordo de delação, Palocci deixou a prisão no dia 29 de novembro do ano passado, depois de passar 2 anos preso, e começou a cumprir prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica.

Para fazer a oitiva de Palocci, o MPF pediu autorização à juíza Gabriela Hardt, da 13ª Vara da Justiça Federal em Curitiba, substituta do ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro.

(com informações da Agência Brasil)