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Para Ricardo, Dilma não envolve interesses de 2014 do PT com as demandas administrativas deste ano

6df65d06-080c-41b7-be10-7408a1f8e322_media_O governador Ricardo Coutinho, da Paraíba, continua insistindo junto a setores do PSB nacional de que, particularmente, não acredita estar sendo alvo de pressões por parte do Palácio do Planalto para abandonar a candidatura do colega e correligionário Eduardo Campos, de Pernambuco. O “mecanismo” para isso seria a retenção de recursos programados e anunciados pela presidente Dilma, em sua primeira e única visita ao Estado, em abril último.

Informalmente, Ricardo Coutinho decidiu “pagar pra ver”, segundo informou a interlocutores de Eduardo Campos, mas mantém uma tese e um discurso únicos:

– Acredito no republicanismo da presidente Dilma, pois seria muito decepcionante se ela envolvesse interesses eleitorais antecipados do PT com questões da administração pública – destaca.

Até o momento, Ricardo Coutinho se mantém incólume em relação à sua decisão de apoiar o nome de seu partido, Eduardo Campos, na disputa presidencial. E acredita que, este ano, não é o momento propício para “um jogo eleitoral fora de época”.

Entre os grandes projetos estruturantes da Paraíba que ainda carecem de celeridade na administração federal, destacam-se a liberação do empréstimo de R$ 150 milhões da Cagepa por parte da Secretaria do Tesouro Nacional; destravamento de recursos para a conclusão do Centro de Convenções Ronaldo Cunha Lima.

Gesto

Para Ricardo, por exemplo, a vinda do ministro Fernando Bezerra, da Integração Nacional, à Paraíba na próxima segunda-feira, 17, é uma sinalização de que “as coisas continuam caminhando”. Ele vai assinar junto com o governador a Ordem de Serviço para a construção da III etapa do canal Acauã-Araçagi (Vertentes Litorâneas) e o Termo de Compromisso para a elaboração do projeto de construção do sistema adutor da Borborema, que levará as águas da transposição até o Curimataú.

Filiado ao PSB e ligado a Eduardo Campos, Fernando Bezerra vem também se mantendo na “corda bamba” do governo por pressões de setores do PT nacional.

MARCOS ALFREDO