‘Pareciam terroristas’, diz testemunha que viu ataque a carro-forte; vídeo

‘Pareciam terroristas’, diz testemunha que viu ataque a carro-forte; vídeo

Uma testemunha que seguia com a família de João Pessoa para Campina Grande, pela BR-230, detalhou o que viu durante o ataque a um carro-forte e que deixou vigilantes feridos. Quatro suspeitos foram presos algumas horas depois do crime, que ocorreu na manhã dessa segunda-feira (6), no trecho da rodovia que passa pela cidade de Pedras de Fogo, a 42 km de João Pessoa. Ao Portal Correio, ele contou o que viu, mas preferiu não se identificar. Assista ao vídeo acima (o vídeo foi editado para preservar a identificação da testemunha).

O rapaz de 23 anos seguia com a mãe, o padrasto e a irmã de sete anos em um carro, quando se depararam com um dos bandidos armados no sentido contrário da BR. “Eu seguia do lado esquerdo do carro, vi tudo pela janela. Um dos bandidos estava com uma arma enorme, roupas militares, coletes e máscaras que deixavam apenas os olhos expostos. Primeiro, eu vi um deles, depois vi um carro preto com as quatro portas abertas, atravessado na rodovia, e pensei que fosse uma operação da polícia. Em seguida, vi o carro-forte fora da pista, já dentro da mata, e os outros bandidos correndo da mata para a rodovia. Pareciam terroristas. Nesse momento, me dei conta de que era um assalto”, relatou.

Ele disse que percebeu o padrasto desacelerar o carro para ver o que estava acontecendo, mas quando viu que um dos criminosos estava perto do canteiro central da pista, o medo aumentou mais. “Pensei que ele ia parar todos os que estavam passando, fazer como reféns ou atirar. Tivemos muito medo. Fiquei apavorado vendo minha irmã de sete anos do meu lado enquanto os criminosos agiam tão perto da gente”, relatou, com exclusividade, ao Portal Correio.

A testemunha falou que pediu para que o padrasto acelerasse o carro e saísse dali o mais rápido possível. “Disse pra ele não parar. Que tirasse a gente dali logo. Do outro lado da BR, uma fila de veículos já se formava, com pessoas impedidas de passar por causa do crime. Não consegui ver se eles tinham sido barrados pelos bandidos ou pararam por conta própria por causa do assalto”.

Depois que o carro onde ele estava com a família seguiu mais alguns metros, houve a explosão. “’Detonaram o carro’, gritou minha mãe, que estava no banco do carona. Nesse instante olhei para trás e vi os pedaços do carro-forte se espalhando pelo alto e caindo na pista. Uma coluna de fumaça longa se estendeu para o alto e dava pra ser vista de muito longe”, disse.