O deputado estadual Tião Gomes (PSL) defendeu que o voto seja em cédula

Parlamentar defende volta dos votos em cédulas para evitar possível manipulação e faz denúncia grave

tião gomes 22 bom fotoO deputado estadual Tião Gomes (PSL) defendeu nesta quarta-feira (28) que a eleição para Mesa Diretora da Assembleia que deve acontecer no próximo domingo (01) seja da forma antiga, através de cédulas. Segundo ele, a medida visa garantir transparência à democracia e evitar possíveis manipulações no resultado final.

O parlamentar inclusive fez uma denúncia grave sobre rumores que ouviu na Casa de Epitácio Pessoa onde poderia existir a manipulação do resultado através de hackers e citou a invasão do sistema do Pentágono à Casa Legislativa da Paraíba.

“Ouvi rumores de uma possibilidade de manipulação de resultado nas eleições da Mesa Diretora, é algo grave que precisa ser investigado. Se invadiram o sistema do Pentágono, imagine na Assembleia da Paraíba. Não tenho como provar, mas ouvi que hackers poderiam manipular os resultados. Para garantir a transparência e democracia, vou lutar pela volta do voto em papel, cédula. Não queremos uma votação duvidosa, já que ela começou com essa desconfiança. Ambos os lados querem ter certeza do resultado”, explicou o deputado.

Tião não está pedindo algo fora da realidade, tramita um projeto no Senado que prevê um comprovante de voto, em papel para evitar manipulações e a possibilidade de recontagem de votos, caso seja necessário.

Tramita na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) o projeto da senadora Ana Amélia (PP-RS) que determina o acoplamento de mecanismos que permitam a impressão do voto nas urnas eletrônicas. O objetivo da iniciativa é possibilitar, após as eleições, avaliar por amostragem o desempenho dessas urnas (PLS 406/2014). Segundo artigo do projeto, a impressão do voto se dará em um “número suficiente” de urnas nos estados e municípios, de modo a garantir uma aferição adequada.

Ana Amélia apresenta três razões para a apresentação da proposta. Em primeiro lugar, a persistência de boatos, ao final de cada eleição, a respeito de fraudes, que mesmo sem qualquer comprovação, “minam a confiança do eleitor”, acredita a senadora.

Ela também cita manifestações recentes de professores da Universidade de Brasília (UnB) que afirmam ter conseguido penetrar no sistema que comanda as urnas, demonstrando suas vulnerabilidades tanto no que se refere ao sigilo do voto quanto a tentativas de manipulação.

A senadora acrescenta que “não se deve confiar cegamente num sistema, uma vez que todos são, por definição, falíveis”.

— Qualquer sistema eletrônico de votação utilizado deve prever mecanismos de auditoria. Esses mecanismos estão ausentes na forma como a urna é utilizada hoje. Outra não é a razão de nosso sistema, em que pese suas evidentes vantagens em termos de rapidez e operacionalidade, não haver conseguido sucesso junto a outras democracias — afirma Ana Amélia.

O projeto está na fase de apresentação de emendas na CCJ.

PB Agora com Agência Senado