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Partidos na Paraíba são favoráveis a uma reforma política

20130627090836_03Pelo menos oito partidos na Paraíba são a favor da reforma política, mas divergem sobre a realização de um plebiscito para consultar a população sobre o assunto. São eles: PSDB, PMDB, PT, PSC, PTB, DEM, PSD e PP.

O deputado federal Ruy Carneiro, que preside o PSDB no Estado, defende que a reforma política seja realizada com urgência. “O plebiscito é sempre interessante e válido, mas a população está buscando medidas mais imediatas, como a derrubada da PEC 37 que aconteceu na última quarta-feira. O Congresso precisa estabelecer um calendário para votar a proposta”, afirmou.

De acordo com Ruy Carneiro, o PSDB tem uma proposta para a reforma política baseada no voto distrital. “Precisamos de medidas práticas. O Pacto Federativo deve ser o primeiro ponto a ser discutido. Assim como o Judiciário necessita agilizar a finalização do mensalão. Também se espera a redução do número de ministérios e de cargos comissionados”.

O deputado federal Manoel Júnior, presidente do PMDB da Capital, disse que a bancada da legenda deve se reunir hoje para discutir o assunto. O parlamentar defende a reforma política e tributária e a revisão do Pacto Federativo. “Se conseguíssemos resolver essas três questões, seria um grande avanço para o Brasil. Precisamos criar regras claras para a revisão do Pacto Federativo”.

Manoel Júnior é a favor da coincidência de datas das eleições, da implantação de mandatos de cinco anos, do fim da reeleição para os cargos majoritários e do voto distrital misto.

O presidente do PT na Paraíba, Rodrigo Soares, apóia a realização do plebiscito. “A presidente Dilma Rousseff vem dialogando com a sociedade nas ruas. Mais do que escutar, ela convoca a população. A reforma está há muito tempo para ser aprovada, e o plebiscito chama o povo para decidir”.

O petista destaca as divergências no Congresso para votar o projeto. “Os parlamentares foram eleitos pelas regras atuais, por isso divergem muito. Há necessidade de mudanças no sistema político, e o governo se dá com participação popular. Só o povo pode dar o norte da reforma”.

Ele sugere que o plebiscito seja realizado este ano. “Não existe melhor data que o próximo 7 de setembro, Dia da Independência. Se ele (o plebiscito) for feito este ano, já valerá para as próximas eleições”. Para Soares, a constituinte também é um meio democrático.

“Na Paraíba, vamos intensificar a coleta de assinaturas para um projeto do PT nacional, de iniciativa popular, sobre a reforma política. A meta é chegar a 1,5 milhão de assinaturas”, informou. O presidente do PT ressaltou as ações da presidente. “Os pactos propostos por Dilma Rousseff são importantes. Ela continua a sua agenda de desenvolvimento econômico pelo País, e a intensificação de ações para a Saúde e a Educação”, disse.

Segundo o presidente do PSC no Estado, o ex-deputado federal Marcondes Gadelha, a orientação do partido é apoiar a reforma através de constituinte e referendo popular. “Sou a favor de uma reforma realizada por uma assembleia constituinte específica e depois referendada pelo povo. O deputado federal Leonardo Gadelha teve a sensibilidade de notar a necessidade dessas medidas, ao apresentar uma Proposta de Emenda à Constituição, inclusive antes do pronunciamento da presidente”, informou.

Marcondes Gadelha acredita que o Congresso não vai votar a reforma. “Já faz muito tempo que a discussão acontece no Congresso. A matéria não é votada porque os deputados foram eleitos pelo sistema vigente. E por isso nunca conseguem o consenso, daí a necessidade da constituinte”. Para Gadelha, as manifestações do povo são “legítimas e oportunas, porque refletem o cotidiano da população para que haja mudanças”.

O presidente do diretório estadual do PTB, o ex-senador Wilson Santiago, também disse que a reforma política é necessária. “É preciso que a legislação diminua a concentração de poder dos partidos políticos. Não há necessidade de plebiscito. O que é necessário na reforma é uma adaptação da legislação eleitoral à realidade política brasileira, que seja em sintonia com o pensamento da sociedade”.

Democratização

Para Wilson Santiago, é preciso democratizar a reforma política. Ele afirmou que a “propaganda eleitoral deve ser igual para todos. É necessário dar a oportunidade de disputar as eleições em pé de igualdade para os candidatos”.

O presidente do DEM no Estado, Efraim Morais, também é a favor do plebiscito. “Não podemos fazer a reforma sem ouvir a opinião pública, por isso a necessidade de fazer o plebiscito. Nele, também temos que incluir os gargalos do País, como a conclusão das obras de transposição do rio São Francisco e os problemas na mobilidade urbana. O Congresso necessita ter como prioridade a transposição”.

Necessidade

O vice-governador Rômulo Gouveia, presidente do PSD no Estado, disse que o partido também defende a reforma. “O Brasil tem a necessidade da reforma não só na política, mas na área tributária. Ouvir a população em plebiscito é extremamente importante. Mas temos pressa, queremos agilidade. Uma série de questões deve ser discutida, e é preciso cobrar dos congressistas, em consonância com o povo. Os poderes devem se unir para isso”. O presidente do PP na Paraíba, o ex-deputado federal Enivaldo Ribeiro, afirmou que a reforma precisa ser bem discutida. “Achamos necessária a reforma. Muitos pontos precisam ser discutidos. O plebiscito é ótimo porque coloca o povo para participar. É uma medida que deve ser feita”.

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