Pastor convoca divulgadores da Telexfree para protesto e manda recado à imprensa - :: Paraiba Urgente :: Portal de Notícias

Pastor convoca divulgadores da Telexfree para protesto e manda recado à imprensa

201306281145250000005188Divulgadores do Grupo Paraíba da empresa Telexfree prometem realizar um protesto, nesta sexta-feira (28), a partir do meio-dia, no Parque Solon de Lucena, no Centro de João Pessoa. A ação tem o objetivo de reivindicar a reativação das atividades da empresa, suspensas após decisão judicial no Estado do Acre, que abrangeu todo o país.

A convocação foi realizada em vídeo postado no site YouTube. Nas imagens, um pastor identificado apenas pelo primeiro nome, Roberto, afirma que os divulgadores vão se unir a um movimento nacional que pede o retorno das atividades da empresa. “Estamos reivindicando os nossos direitos e os direitos da nossa empresa, porque a Telexfree é uma empresa séria, comprometida com a verdade, uma empresa que não tem fraudado nenhum dos seus divulgadores. Está havendo uma grande injustiça contra a empresa Telexfree e contra nós divulgadores hoje no Brasil”, disse.

Ainda no discorrer do vídeo, o pastor Roberto manda um recado sucinto para setores da imprensa paraibana, que ele julga prejudicar a Telexfree. “Muito me entristece por parte da mídia, principalmente daqui da Paraíba, se pronunciarem contra uma empresa, pois, eles não têm noção do que é a Telexfree”, disse. “Não se levantem contra o povo, hoje nós somos mais de um milhão de divulgadores no Brasil e nós vamos lutar pelo nosso direito e pela nossa empresa”, continuou.

A empresa Ympactus Comercial LTDA, conhecida pelo nome fantasia de Telexfree é alvo de investigação pelo Ministério Público em vários Estados, inclusive na Paraíba. De acordo com a 2ª promotora de Justiça de Defesa do Consumidor do Ministério Público da Paraíba (MPPB), Priscylla Miranda Morais Maroja, as atividades da em empresa se caracterizam como pirâmide financeira, prática vedada pelo ordenamento jurídico brasileiro, que inclusive a tipifica como conduta criminosa.

Entenda o caso do Acre

No último dia 18, a justiça acreana proibiu que a empresa Telexfree realizasse pagamentos e novas adesões. A decisão foi julgada pela juíza titular da 2ª Vara Civil da Comarca de Rio Branco, Thais Borges, que julgou procedente a medida cautelar preparatória de ação civil pública, proposta pelo Ministério Público do Estado do Acre (MP/AC) contra a Telexfree.

Após a decisão, os advogados da Telexfree ingressaram com Agravo de Instrumento (nº 0001475-36.2013.8.01.0000) na tentativa de cassar a decisão da juíza, mas o desembargador do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), Samoel Evangelista, manteve a liminar da 2ª Vara Cível da Comarca de Rio Branco, no sentido de suspender as atividades da Ympactus Comercial Ltda.

Lavagem de dinheiro e formação de quadrilha

No Acre, a Telexfree passou a ser investigada também na esfera penal. O Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado do Acre (MP/AC), instaurou inquérito para apurar se as atividades da Telexfree envolvem práticas de crimes contra a economia popular, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. A empresa já vinha sendo investigada pelo MP/AC, por meio da Promotoria de Defesa do Consumidor, sob suspeita de atuar em pirâmide financeira.

Ângelo Medeiros