Peemedebistas da PB discordam sobre gravidade da situação de Temer, mas defendem governo

Os deputados peemedebistas da Paraíba fazem uma leitura diferenciada sobre a gravidade do momento vivenciado pelo governo Temer. Com a possibilidade de debandada de aliados da base, os parlamentares avaliaram as declarações do senador Cássio Cunha Lima (PSDB) para quem o país deve ter um novo presidente nos próximos 15 dias.

Aliado de primeira hora do presidente, o deputado Hugo Motta ponderou que a avaliação de Cássio não passa de uma declaração pessoal. “Eu respeito, porém não concordo”, diz Motta. O parlamentar ressaltou que é necessário esperar o posicionamento do relator do processo contra Temer na CCJ da Câmara para que os deputados possam decidir o assunto em plenário. “Qualquer avaliação feita neste momento pode ser precipitada. O senador está ali no âmbito do Senado Federal, é um político experiência, tem suas razões para tais declarações, mas eu discordo totalmente”, enfatiza.

Outro peemedebista que comentou as declarações do senador tucano foi o deputado Jullys Roberto para quem a situação precisa ser acompanhada de perto. Ele reconheceu que o momento é de tensão e que o governo depende dos partidos aliados para se manter. “Esta é uma avaliação que a maioria dos brasileiros faz no momento. É uma situação de extrema preocupação para mim que sou do PMDB. Particularmente estou muito preocupado. A situação é grave. Nós estamos no aguardo”.

Mesmo assim Jullys acredita que seria melhor Michel Temer se manter no governo até o fim do mandato. “Acharia melhor o governo Temer não cair, até porque nosso país passa por uma situação muito difícil e vejo que uma troca de presidente no momento poderia deixar nosso país numa situação pior já que temos uma eleição no ano que vem.  Mas se o PSDB deixar o governo fica insustentável. Não há como o presidente governar sem a base”, reconhece.

Apesar da gravidade, nem todos os deputados emitiram opinião sobre o assunto. O deputado Raniery Paulino preferiu não comentar as declarações do senador tucano e disse que não tem opinião formada sobre a decisão do PSDB. “Cássio está mais próximo do governo, está em Brasília, e pode fazer uma avaliação melhor do que eu”, limitou-se a dizer.

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