Petistas escolhem entre Peron e Hermano no 2º turno do PED

doisOs filiados ao Partido dos Trabalhadores (PT) em Campina Grande voltam às urnas neste domingo (24) para definir quem será o próximo presidente municipal da legenda. Disputam a eleição para o comando do diretório os dois candidatos mais votados no 1º turno: Peron Japiassu e Hermano Nepomuceno.

Campina é a única cidade da Paraíba onde o Processo de Eleições Diretas (PED) do PT será decidido no segundo turno.

Mais de 2,1 mil filiados estão aptos a votar. No primeiro turno, Peron obteve 339 votos, com 39,4% dos votos válidos, contra 240 votos para Hermano que ficou em segundo com 27,9%.

Cinco candidatos disputaram a votação de 10 de novembro.

Além de Peron e Hermano, também se candidataram Eurivaldo Araújo (142 votos), Maria do Rosário (108 votos) e Basílio Carneiro (31 votos). O índice de abstenção foi de 55%.

A votação acontece das 8h às 17h em quatro lugares, divididos de acordo com as zonas eleitorais. Os petistas inscritos na 16ª Zona Eleitoral votam no Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sintep); os da 17ª Zona, no Colégio Alternativo; da 71ª, no Sindicato dos Urbanitários (Stiupb); e os da 72ª, no Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência (Sindsprev). O atual presidente municipal, Peron Japiassu, tenta ser reconduzido ao cargo defendendo a autonomia do partido.

“É o grito de independência do partido, é a vez da gente ter os filiados e militantes de verdade no diretório. É preciso uma união definitiva para que o partido ressurja. Um partido como o PT que governa esse país e está no rumo certo a nível de Brasil também estará no caminho certo em Campina”.

Peron assumiu o diretório municipal em abril deste ano, depois que o então presidente Alexandre Almeida foi expulso do PT por descumprir orientação do partido nas eleições municipais de 2012 e judicializar o processo eleitoral em Campina Grande. Ele disputa o PED com a chapa “Começar de Novo”.

Já Hermano apresenta candidatura com a chapa “Protagonista: democracia e representatividade” e propõe a ampliação da participação interna dos militantes e o estímulo à participação da juventude. “É preciso sacudir o partido, dialogando com as bases para que o PT volte a assumir um papel de protagonismo. Queremos ter uma direção que possa unificar o partido e recuperar a garra da militância”.

Jornal da Paraíba