Petróleo fecha em alta em meio a aumento da demanda chinesa e incertezas com Irã

Os contratos futuros do petróleo observaram uma alta consistente nesta sexta-feira, 13, em meio a incertezas com o acordo nuclear firmado entre o Irã – um grande exportador da commodity – e potências ocidentais, além de um aumento da demanda chinesa.

O petróleo WTI para novembro negociado na Nymex, em Nova York, fechou em alta de US$ 0,85 (+1,68%), a US$ 51,45 por barril. Já na ICE, em Londres, o Brent para dezembro fechou em alta de US$ 0,92 (+1,64%), a US$ 57,17 por barril.

Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que não certificaria mais o cumprimento do acordo nuclear com o Irã, mesmo que outras partes do tratado, como aliados europeus, tenham afirmado que o país está cumprindo com os termos.

Trump também disse que pode acabar com o acordo que abriu o caminho para os iranianos retomassem as exportações de petróleo.

Além disso, a China reportou um aumento de 12% entre janeiro e setembro nas importações de petróleo, na comparação com igual período do ano passado, de acordo com dados oficiais divulgados nesta sexta-feira. Levando-se em conta apenas o mês de setembro, a alta anual também foi de 12%.

A importação de derivados de petróleo teve alta de 19% em setembro ante igual mês de 2016. Entre janeiro e setembro, a importação desses derivados cresceu 4,2% na comparação anual no país.

O mercado também está atento à notícia de que autoridades da Arábia Saudita estão considerando desistir do plano de uma oferta pública inicial (IPO) da petroleira estatal Saudi Aramco, de acordo com fontes do Financial Times.

Estadão