Petróleo sobe 10% e fecha semana acima dos US$ 30

petróleo 1Os preços de barris de petróleo dispararam nesta sexta-feira (22), seguindo o movimento ascendente da véspera influenciado pelo incêndio em terminal produtor da Líbia e também com as declarações do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, que indicou possibilidade de novas medidas de estímulo ao mercado nos próximos meses.

A commodity conseguiu ultrapassar a marca dos US$ 30, depois de ter ficado abaixo de US$ 28 nesta semana, preço que não era visto desde 2003. Contribuíram para o bom humor do mercado declarações do Citigroup de que o petróleo pode ser “o negócio do ano” em 2016, se resistir ao aumento das exportações iranianas.

Nesta sexta, o barril do Brent para entrega em março subiu 10,01%, a US$ 32,18, no International Exchange Futures (ICE) de Londres. Já o futuro do light sweet crude (WTI), do Texas, teve valorização de 9,01%. O petróleo norte-americano terminou a sessão cotado a US$ 32,19 na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex).

Na véspera, o petróleo do Mar do Norte subiu 4,91%, a US$ 29,25, enquanto o WTI teve valorização de 4,16%, cotado a US$ 29,53.

Apesar do bom humor momentâneo, alguns representantes do setor fazem projeções cada vez mais para o rumo da commodity. Na semana passada, em relatório mensal sobre o mercado, a Agência Internacional da Energia (AIE) afirmou que o preço pode chegar a US$ 10, valor muito abaixo dos US$ 100 vistos em 2014, o que ameaça a sustentabilidade de projetos e afeta as finanças de empresas do setor.

 

Histórico

O petróleo vive um cenário de excesso de oferta, intensificado pelo término das sanções econômicas ao Irã, e queda na demanda. De um lado da equação, não param de surgir dados preocupantes em relação à economia chinesa. Em contrapartida, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) continua sem chegar a um acordo para limitar a produção de seus membros. O consenso do cartel poderia impulsionar os preços do barril.

Informações dão conta que a Venezuela teria solicitado à Opep nesta semana um encontro de emergência para discutir medidas para sustentar os preços do petróleo, mas a reunião emergencial é improvável. Além dos venezuelanos, a Nigéria e outros países defendem o corte da produção, mas a Arábia Saudita e seus aliados do Golfo continuam firmes na ideia de bombear o mercado para se impor em relação a concorrentes, em especial os Estados Unidos. A entidade destacou na semana passada que espera um equilíbrio dos preços da commodity ainda neste ano.

Jornal do Brasil