Petróleos encerram com forte alta após relatório do Goldman Sachs

petroleo em alta 01O preço dos barris de petróleo negociados em Londres e em Nova York encerraram com forte alta nesta segunda-feira (16) em decorrência do relatório do Goldman Sachs apontando que o mercado deve assistir a um déficit da matéria-prima neste mês, um trimestre antes do estimado, com a elevada procura e queda da produção.

O barril do West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, encerrou com alta de 3,79%, a US$ 47,96; já o Brent registrou alta de 2,63%, com o barril negociado a US$ 49,09 para julho.

A causa do déficit também é provocada por paralisações temporárias e locais, como o incêndio florestal no Canadá e conflitos políticos na Nigéria, Colômbia e Líbia.

O Goldman Sachs, que vinha sendo um dos mais pessimistas em relação a uma recuperação do mercado, espera, contudo, que o mercado volte a registrar excedente de petróleo em 2017, com o aumento da produção no Irã e no Iraque.

Nesta manhã, o barril de Brent registrava alta de 2,26%, a US$ 48,91. No mesmo horário, o barril do WTI tinha avanço de 2,27%, a US$ 47,26.

Às 15h03, a produção do Mar do Norte estava avaliada em US$ 48,92, avançando 2,28%. No horário, o produto do Texas apresentava valorização de 3,20%, a US$ 47,69.

Na sexta-feira (13), os preços do petróleo para entrega em julho encerraram em queda. O barril de Brent teve desvalorização de 0,37%, a US$ 47,76 no ICE. Já a produção do Texas, o barril de WTI, fechou as negociações com recuo de 1,05%, a US$ 46,21 na Nymex.

Na semana passada, a Agência Internacional de Energia (AIE) havia divulgado relatório, em que previa uma redução acentuada do excedente de petróleo no mercado ainda em 2016. De acordo com a AIE, a Índia é a nova China em termos de consumo de petróleo.

A forte queda no valor dos barris, que girava em torno dos US$ 100 em 2014, prejudicou a receita de países produtores como Rússia e Venezuela, e também de estados como o Rio de Janeiro, no Brasil.

Jornal do Brasil