João Pessoa 24/05/2019

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PF investiga fraude milionária provocada por empresa com atuação na PB

Ordens judiciais, expedidas pela 4ª Vara Federal da Seção Judiciária de Pernambuco, são referentes à Operação Fantoche

Buega Gadelha é alvo da Operação Fantoche deflagrada nesta terça-feira (19) e que investiga crimes contra a administração pública, fraudes licitatórias, associação criminosa e lavagem de ativos. Buega é presidente da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (Fiep). A assessoria da entidade informou que está aguardando comunicação oficial do gabinete para divulgar uma nota. Buega Gadelha está em Brasília onde cumpriria agenda de trabalho. A operação também acontece lá.

As equipes da Polícia Federal cumprem, em Campina Grande, dois mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária. As ordens judiciais, expedidas pela 4ª Vara Federal da Seção Judiciária de Pernambuco.

De acordo com as investigações, um grupo de empresas sob o controle de um mesmo núcleo familiar vinha atuando de forma contínua e perene, desde o ano de 2002, executando contratos firmados por meio de convênios com o Ministério do Turismo e entidades paraestatais do intitulado sistema “S”. Estima-se que o grupo já tenha recebido mais de R$ 400 milhões decorrentes desses contratos.

Ainda conforme divulgado pela Polícia Federal, o modus operandi empregado pela organização criminosa foi sempre similar e consistia na utilização de entidades de direito privado sem fins lucrativos para justificar celebração de contratos e convênios diretos com o Ministério convenente e Unidades do Sistema S, contratos estes, em sua maioria, voltados à execução de eventos culturais e de publicidade superfaturados e/ou com inexecução parcial, sendo os recursos posteriormente desviados em favor do núcleo empresarial por intermédio de empresas de fachada.

A Operação Fantoche é desempenhada com o apoio do Tribunal de Contas da União e, ao todo, conta com a participação de 213 policiais federais e oito auditores do TCU, que estão cumprindo 40 mandados de busca e apreensão e 10 mandados de prisão temporária. A Justiça também autorizou o sequestro e bloqueio de bens e valores dos investigados. Além de Paraíba e Pernambuco, recebem ações da Fantoche os estados de Alagoas, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, São Paulo e no Distrito Federal.

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