PGR diz que conselheiro afastado do TCE ‘arquitetou homicídio’ de Marielle

A PGR (Procuradoria Geral da República) afirmou que o conselheiro afastado do TCE-RJ (Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro), Domingos Brazão “arquitetou o homicídio da vereadora Marielle Franco e, visando manter-se impune, esquematizou a difusão de notícia falsa sobre os responsáveis pelo homicídio”. 

O apontamento foi feito em denúncia enviada ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) pela então procuradora-geral da República, Raquel Dogde, antes de deixar o cargo. A informação foi divulgada pelo portal UOL.

Marielle e seu motorista Anderson Gomes foram assassinados a tiros em 14 de março de 2018.

Dogde denunciou o conselheiro afastado do TCE Domingos Inácio Brazão e outras 4 pessoas por suspeita de envolvimento nos homicídios da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

“Fazia parte da estratégia que alguém prestasse falso testemunho sobre a autoria do crime e a notícia falsa chegasse à Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, desviando o curso da investigação em andamento e afastando a linha investigativa que pudesse identificá-lo como mentor intelectual dos crimes de homicídio”, afirma a denúncia obtida pela reportagem do UOL.

Andamento da investigação

A Polícia Civil do Rio ouviu nessa 5ª feira (24.out) o ex-presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio) Paulo Melo e o ex-deputado estadual Edson Albertassi, ambos do MDB. Eles estão presos em Bangu (RJ) há 2 anos, acusados de participação em esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro investigados na Operação Cadeia Velha, 1 dos desdobramentos da Lava Jato no Rio.

O objetivo da polícia ao interrogar os ex-deputados é tentar obter mais informações sobre o suposto envolvimento de Domingos Brazão no assassinato da vereadora e do motorista. O delegado Antônio Ricardo Lima Nunes, diretor do Departamento Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa, disse que ainda avaliam se o conselheiro afastado será ouvido novamente.

Brazão sempre negou envolvimento com o crime.

A PGR quer a federalização das investigações. Caso o pedido seja aceito pelo STJ, competirá à Justiça Federal, e não mais ao Judiciário estadual, o julgamento do caso.

O crime

Marielle foi morta a tiros no dia 14 de março de 2018, juntamente com o motorista Anderson Gomes, na capital fluminense. Dois suspeitos da execução foram presos: Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz. A polícia ainda apura os mandantes do crime e as motivações.

Poder360