PL que obriga a vedação de material pornô gera polêmica e vereadora se irrita com colegas - :: Paraiba Urgente :: Portal de Notícias

PL que obriga a vedação de material pornô gera polêmica e vereadora se irrita com colegas

A vereadora Eliza Virgínia (PSDB) teve sua propositura de lei convertida em polêmica na manhã desta quinta-feira (20) na Câmara Municipal de João Pessoa.
Foi mantido o veto do prefeito Luciano Cartaxo (PT) ao projeto de lei que pedia a colocação de uma tarja ‘proibido para menores de 18 anos’ e a colocação de um plástico fosco em publicações com teor e capa alusivas a pornografia.
Com o voto de desempate do vereador Santino (PT do B) que não entendia a votação, a vereadora Eliza Virgínia perdeu sua propositura e reclamou do processo de votação o chamando de confuso.
“Eles falam que são contra aborto, abusos de menores, prostituição infantil e numa hora dessa votam contra minha propositura.Infelizmente as crianças vão continuar a mercê dessas publicações. No entanto não vou desistir, vou reapresentar o projeto e vou levá-lo para o Ministério Público a fim de ser fiscalizada a lei que trata disso”.
Sobre a confusão, Eliza questionou a motivação da votação contrária.
“A forma de votação foi confusa. A gente via que alguns não entenderam como deveria ser a votação. Se Santino votou com sua consciência eu não sei, só vejo que há um tipo de chantagem aqui, ele foi anteriormente objeto de brincadeiras por estar folheando na Casa uma publicação dessas e esqueceu o ocorrido, tentei lembrá-lo, mas foi em vão”.
A vereadora Raíssa Lacerda (PSD) se defendeu e disse que votou pelo veto do prefeito que acredita ser a manutenção da liberdade de expressão e a não censura prévia, da qual é contra.
“Sou contra qualquer tipo de censura prévia e sou a favor da liberdade de expressão. Eu só tenho meu voto aqui, se eu sou querida e os pares quiseram me acompanhar e manter o veto do prefeito paciência. Em relação ao voto de Santino, ele estava confuso e eu o ajudei dizendo que se ele quisesse confirmar o voto do prefeito ficasse sentado, foi só isso”, explicou.
Raíssa acrescentou que é contra a exploração da mulher e que se ocorresse isso iria coibir, mas jamais a censura prévia.
Vanessa de Melo