João Pessoa 26/05/2019

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Polícia antiterrorista britânica investiga o ataque com faca em Manchester

Policiais nos portões da estação de Victoria em Manchester, Inglaterra, em 1 de janeiro de 2019 – AFP

A polícia antiterrorista britânica investiga um ataque com facas na véspera de Ano Novo em uma estação de trem na cidade de Manchester, durante o qual o suspeito da ação teria gritado o nome de “Alá”.

Um homem e uma mulher de 50 anos e um policial foram tratados pelos ferimentos sofridos após as facadas na noite de segunda-feira na estação Victoria, em Manchester, no noroeste da Inglaterra.

De acordo com Sam Clack, 38 anos e produtor da rádio BBC que testemunhou os eventos, o suspeito gritou “Alá” antes e durante o ataque.

“Enquanto continuarem bombardeando outros países, essas merdas continuarão a acontecer”, teria dito o suposto agressor, segundo a mesma testemunha.

O suspeito foi preso por tentativa de homicídio, informou a polícia de Manchester em um comunicado.

A mulher sofreu ferimentos no rosto e no abdômen, o homem no abdômen e ambos foram levados para o hospital. O policial foi esfaqueado no ombro.

Os ferimentos são graves, mas não implicam risco para suas vidas, segundo as autoridades.

Os eventos ocorreram por volta das 20h50 local de segunda-feira, quando muitas pessoas da cidade já participavam nas celebrações de fim de ano.

– Grito arrepiante –

Testemunha Sam Clack relatou: “Eu ouvi um grito que me gelou o sangue e eu olhei para a plataforma. Ele veio em minha direção. Eu olhei para baixo e vi que tinha uma faca de cozinha com uma alça preta e com uns 30 centímetros”.

“Senti medo, puro medo”, acrescentou.

De acordo com a testemunha, a polícia usou uma arma de choque e spray de pimenta antes de seis ou sete agentes pularem sobre o homem.

Clack disse que ouviu o suposto agressor gritando “Alá” durante o ataque. “Ele gritou antes, e gritou durante o ataque”.

Outra testemunha identificada como Rebekka disse ao jornal Daily Mirror: “Eu ouvi o grito mais arrepiante que já ouvi e, quando me virei, vi todo mundo correndo na minha direção”.

“Comecei a correr nos trilhos do trem e me escondi atrás de blocos de concreto”, acrescentou. “Eu estava realmente com medo, não sabia se ia morrer.”

– “Mente aberta” –

A polícia descreveu o ataque como um “incidente crítico”.

O policial Rob Potts disse que a polícia antiterrorista estava conduzindo a investigação e que os agentes “matinham uma mente aberta”.

“Os acontecimentos desta noite preocupam as pessoas, algo compreensível, mas tenho que enfatizar que o incidente não está em andamento, há um homem sob custódia e no momento não há informações que sugiram que existam outras ameaças”, afirmou.

“Embora ainda não saibamos todas as circunstâncias e mantenhamos a mente aberta, os agentes da polícia antiterrorista realizam a investigação. Isso garante que temos toda a experiência de que precisamos e que avançaremos em nossa investigação o mais rápido que pudermos”, acrescentou.

Apesar do incidente, as comemorações do Ano Novo foram realizadas normalmente na Praça Albert, com a exibição planejada de fogos de artifício, só que com as medidas de segurança aumentadas.

Manchester foi palco de um ataque suicida em maio de 2017, quando 22 pessoas morreram e 139 ficaram feridas em um show da cantora americana Ariana Grande no Manchester Arena.

O atacante, Salman Abedi, de 22 anos, nasceu e cresceu na cidade.

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