João Pessoa 24/05/2019

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Polícia do Rio prende suspeitos pela morte de Marielle Franco

Dois homens foram detidos. o PM reformado Ronnie Lessa, que teria efetuado disparos, e o ex-policial Élcio Queiroz, acusado de dirigir o carro do atirador

Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza, na manhã desta terça-feira 12, uma operação para prender suspeitos pelo assassinato da vereadora Marielle Francoe do motorista Anderson Gomes – crime que completa um ano no próximo dia 14. Duas pessoas foram detidas. Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, o policial militar reformado Ronnie Lessa efetuou os disparos, e o ex-policial Élcio Vieira de Queiroz dirigia o carro do atirador.

Élcio Queiroz foi expulso da Polícia Militar, mas não há detalhes sobre as causas.

Policiais estão nas ruas desde antes das 5h, cumprindo dois mandados de prisão e 32 de busca e apreensão. A ação foi batizada de Operação Lume, em referência a uma praça no centro do Rio de Janeiro, conhecida como Buraco do Lume, onde Marielle desenvolvia um projeto chamado Lume Feminista.

No local, ela também costumava se reunir com outros defensores dos direitos humanos e integrantes do seu partido, o PSOL. “Além de significar qualquer tipo de luz ou claridade, a palavra lume compõe a expressão ‘trazer a lume’, que significa trazer ao conhecimento público, vir à luz”, informa nota do Ministério Público.

Segundo o MP-RJ, os dois ex-policiais foram denunciados pelos assassinatos. O MP considera que o crime foi planejado nos três meses que antecederam as execuções.

Além dos mandados de prisão, a chamada Operação Lume cumpre mandados de busca e apreensão em endereços dos dois acusados, para apreender documentos, telefones celulares, computadores, armas e acessórios.

Na denúncia apresentada à Justiça, o MP também pediu a suspensão da remuneração e do porte de arma de fogo de Lessa, a indenização por danos morais aos familiares das vítimas e a fixação de pensão em favor do filho menor de Anderson até completar 24 anos de idade.

No último domingo, a jornalista Fernanda Chaves, sobrevivente do crime, mostrou o rosto no Fantástico e classificou a falta de solução para o crime como “uma vergonha”. Fernanda era assessora de Marielle e estava no veículo que foi alvejado, mas foi atingida apenas por estilhaços e declarou ter apenas ouvido rajadas, sem ver os rostos dos atiradores.

(Com Agência Brasil)