João Pessoa 20/03/2019

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Presidente da Cagepa faz panorama hídrico da PB e discute prioridades de JP

Marcos explicou que a prioridade da Cagepa, em JP, é monitorar os extravasamentos de esgoto e informou que a equipe de plantão está nas estações elevatórias

O diretor-presidente da Companhia de Águas e Esgotos da Paraíba (Cagepa), Marcos Vinícius, deu um panorama da situação hídrica da Paraíba após as ocorrências de chuvas e falou sobre as demandas de urgência para a Capital, que teve um volume de chuvas equivalente ao previsto para todo o mês de fevereiro. A entrevista foi concedida ao programa Correio Debate, da rádio 98 FM.

Em relação a João Pessoa, Marcos explicou que a prioridade da Cagepa é monitorar os extravasamentos de esgoto e informou que a equipe de plantão está nas estações elevatórias. “Outro foco nosso é nos geradores da orla marítima, pois temos que preservar a balneabilidade das praias. A principal demanda é a área de esgoto, que é onde a chuva tem maior interferência na atuação”.

Mananciais 

Sobre a realidade dos mananciais e o abastecimentos nas cidades paraibanas, o presidente da Cagepa disse que há situações diversas. Ele também explicou que existe um mito sobre as regiões mais críticas. Leia a fala abaixo.

“As pessoas acham que o Sertão paraibano é a região mais crítica, acham que é a área que mais sofre com falta d’água, porém é um mito. Hoje, o Brejo tem muito mais problemas. Vejamos os exemplos de Solânea e Bananeiras, onde o pessoal acha que tem água suficiente. Solânea tem três dias de água a cada 15. Em Bananeiras, a situação é ainda pior, com três dias de água a cada 60 dias”, informou Marcos.

Ele ainda complementou que a situação é crítica em quase todos os mananciais da Paraíba. “Sou de Caiçara e sabemos que a última cheia foi em 2011. As que acontecem hoje são pontuais e superficiais”.

Acauã e outros projetos

Em relação à barragem de Acauã, Marcos disse que a Cagepa tem trabalhado para levar novos flutuantes para captar mais água, como já acontece em Lagoa do Arroz e Boqueirão. “Essa é uma medida muito mais adotada pela Cagepa, pois consegue uma qualidade de água melhor”.

O presidente da companhia também informou que o Governo do Estado está para inaugurar uma nova adutora, onde será investido 180 milhões, mas não deu mais detalhes.

Santa Rita

A Prefeitura de Santa Rita decretou em dezembro de 2018 a anulação do contrato com a Cagepa. A decisão foi publicada no Diário Oficial Eletrônico e alega, entre outros fatores, falhas nos sistemas de abastecimento de água e de saneamento operados pela estatal.

De acordo com Marcos Vinícius, o problema é no município, que “se mostra incompetente”. “Temos feito audiências públicas e não abriremos mão do povo de Santa Rita. Há um contrato até 2015 e vamos lutar para cumpri-lo. O prefeito não pode fazer isso, porque daqui a 4 anos pode não estar mais no poder. E aí? Como vai ficar a cidade?”, questionou.

Ele ainda complementou dizendo que, juridicamente, vai buscar todo o direito e que, se a prefeitura insistir, que “pague antecipadamente toda estrutura que implantamos e os 18 milhões de debito que deve a Cagepa”.

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