Presidente do PPS espera deliberar de forma consensual o espaço do partido na PMJP - :: Paraiba Urgente :: Portal de Notícias

Presidente do PPS espera deliberar de forma consensual o espaço do partido na PMJP

bruno farias rrOs dirigentes do PPS voltaram atrás e vão permanecer na base governista que dá sustentação ao prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PT), na Câmara Municipal de Vereadores, muito embora esperem que seja resolvido de forma consensual o espaço que o partido deverá ocupar de volta na administração da Capital.

Conforme o presidente da Executiva municipal do PPS, vereador Bruno Farias, ainda esta semana, um novo encontro deverá ser realizado para que o governo municipal e a direção partidária possam deliberar sem imposições a situação do PPS dentro do governo, já que as indicações feitas pelo partido não têm mais com a exoneração de dois filiados.

“Vamos deliberar sobre o espaço do partido, qual a secretaria e qual o nome será indicado pela nossa legenda. De modo que será tudo feito da forma participativa na qual não deverá imposição nem de um lado e nem do outro”, disse.

Bruno Farias disse ainda que a última reunião serviu como um ato de distensão política e que não ficou nenhum arranhão e admitiu que a medida extrema tomada sobre a atuação independente da bancada foi em razão da decisão do prefeito de ter exonerado sem motivos aparentes o empresário Ronaldo Guerra da Pasta de Infraestrutura.

Contudo, como o prefeito Luciano Cartaxo fez a mea culpa e estendeu a mão chamando a direção do PPS para uma conversa, o clima foi amenizado. “Enfim, assim como nas relações humanas, nas relações políticas existem idas e vindas. O que a gente tem que colocar em nossas mentes é que aquilo que nos une é maior do que qualquer problema”, argumentou.

Sobre a formação de aliança, a qual a tendência do PPS é apoiar a candidatura do PSDB, e a do PT, a candidatura do PMDB, o vereador Bruno Farias disse que em nada vai atrapalhar a relação no momento. Segundo ele, se isso causasse desarmonia, sequer o partido teria feito aliança com o PT para eleger Luciano Cartaxo.

“Um dos partidos que faz oposição mais ferrenha ao governo federal é o PPS. Portanto, quando nós celebramos a aliança em 2012, nós já tínhamos muito claras as nossas posições políticas divergentes no cenário nacional e também no estadual. Nós temos que entender que a aliança foi para uma esfera de governo e que dentro dessa esfera nós estamos imbuídos dos mesmos propósitos e engajados na mesma luta”, ressaltou.

Em relação à chapa majoritária do PSDB, enfatizou que o PPS se sentiria muito bem representado com a presença do ex-prefeito Luciano Agra (PEN) como vice de Cássio Cunha Lima.

“Mas nós sabemos que a composição das chapas, sobretudo, a escolha do vice é feita aos 45 minutos do segundo tempo. Isso não é de hoje e sempre foi assim e nós acreditamos que Cássio representa aquilo que a Paraíba espera e nós já tivemos o aval da direção da Nacional para que a aliança fosse feita entre o PPS e PSDB”, destacou.