Presidente do PSB diz que aliança com PT foi eleitoral e cita quadros do partido para disputar eleições em JP

robaldo presidenteO presidente do PSB de João Pessoa, Ronaldo Barbosa, afirmou nesta quinta-feira (27) que a aliança com o PT, do prefeito Luciano Cartaxo, foi no campo eleitoral, não administrativo. Ele lembrou que assim como o gestor da Capital apoiou o governador Ricardo Coutinho (PSB) nas eleições do ano passado, o socialista abraçou a candidatura de Lucélio Cartaxo (PT) ao Senado.

“A aliança foi eleitoral, aliança de governo é outra história. Qualquer outra coisa que acontecer, o futuro dirá”, declarou.

Ele também citou os nomes dos deputados estaduais Hervázio Bezerra e Estela, além do secretário de Recursos Hídricos, Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia, João Azevedo, como quadros do PSB que poderão disputar o pleito do próximo ano.

O dirigente do PSB ainda avaliou a gestão petista em João Pessoa. Para ele, as obras de Cartaxo têm um ritmo lento e não podem ser comparadas com as do governo do estado.

“Não dá para comparar obras de R$ 250 mil com de R$ 250 milhões. Além disso, há também a complexidade dos empreendimentos”, disse.

Questionado sobre a postura oposicionista do vereador Renato Martins, Ronaldo Barbosa garantiu que o PSB não interfere na liberdade de expressão de seus parlamentares.

“Apoiamos Cartaxo, mas não abrimos mão de que os vereadores tenham uma visão crítica em relação à gestão. Cada um tem sua linha de atuação específica. No dia que a gente tiver um vereador sem liberdade, não tem democracia, ele tem liberdade de falar o que ele acha”, observou.

Ele não descartou respingos da operação Lava Jato em João Pessoa e destacou que a defesa do governador Ricardo Coutinho à presidente Dilma Rousseff (PT) é referente ao processo democrático.

“Há críticas à política econômica. Dilma errou desde o início quando colocou no núcleo duro do governo ministros neo-liberais na Agricultura, na Indústria e Comércio, Fazenda. A crise está aí, não só pela questão econômica, mas política. O significado disso para 2016 ainda não se sabe”, observou.