Presos integrantes de quadrilha que age dentro da Câmara Municipal de Resende

Presos integrantes de quadrilha que age dentro da Câmara Municipal de Resende

advogado presoRio – O Ministério Público deflagrou na manhã desta quinta-feira em Resende, no Sul Fluminense, uma operação para desarticular quadrilha que fraudava processos licitatórios para a contratação de serviços na câmara a cidade. O bando é formados por vereadores, servidores públicos de Resende e empresários. Até o momento, duas pessoas foram presas e 12 detidas (mandado de condução coercitiva). Também foram apreendidos três computadores, cinco agendas, R$ 8.300, um celular, dois pen drives, um documento de licitação, dois crachás, dois contra-cheques e uma caderneta de anotação.

O grupo é acusado ainda de organização criminosa, peculato e falsificação de documentos. De acordo com as investigações, o bando desviou quase R$ 1 milhão dos cofres públicos de Resende com o esquema que funcionava desde 2011. Ao todo, 22 pessoas foram investigadas.

Entre eles está o presidente da Câmara, vereador Jeremias Casemiro, o Mirim; e os vereadores Luiz Carlos de Alencar Besouchet, Kiko Besouchet, e Ubirajara Garcia Ritton, Bira Ritton.

Três pessoas tiveram a prisão preventiva decretada: o consultor de Economia e Finanças da câmara, Ricardo Abbud de Azevedo; a consultora de Planejamento a Recursos Humanos, Cristiane de Andrade Rodrigues Kleina; e Marco Aurélio Azevedo. Todos foram afastados de suas funções. Outras 17 pessoas foram denunciadas, incluindo servidores municipais e assessores da câmara, além de empresários.
De acordo com as investigações, o grupo criou três empresas fantasmas (Fox Gestão Empresarial, Omega Desenvolvimento Empresarial e Lotus Tecnologia) venciam as licitações sem jamais terem prestado ou executado algum serviço para a câmara.

Uma operação de busca e apreensão na Câmara e no escritório de contabilidade do controlador-geral, realizada neste mês, encontrou manuscritos de repartição de propinas e outdoors das três empresas de fachada, entre outras provas. As notas eram atestadas falsamente e pagas.

A ação, denominada Betrug, é do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), da Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Resende e da Coordenadoria de Inteligência da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) do MP. Aproximadamente 100 PMs participam da operação com e três promotores e agentes da CSI.

O Dia