João Pessoa 16/02/2019

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Processo que investigava morte de cabo por soldado da PM em João Pessoa é arquivado

Juiz acatou pedido do Ministério Público e entendeu que caso se tratou de legítima defesa.

Policial militar atirou em outro dentro de casa, no bairro de Manaíra, em João Pessoa — Foto: Felícia Arbex/TV Cabo Branco/Arquivo

Foi arquivado o processo que investigava a morte de um cabo por um soldado, ambos da Polícia Militar da Paraíba, registrado dentro de um apartamento no bairro de Manaíra em João Pessoa em 2018. Segundo o advogado de defesa do soldado Álvaro Yan Tavares, Luiz Pereira, o arquivamento foi determinado pelo juiz Marcos William Oliveira após acatar pedido do Ministério Público. O arquivamento ocorreu no dia 11 de janeiro.

O crime aconteceu no apartamento do soldado Tavares, que é lotado na 6ª Companhia Independente de Cabedelo. Segundo informações divulgadas pela própria Polícia Militar à época e registradas no inquérito policial, o cabo André Pereira, que estava afastado para acompanhamento psicológico, adentrou armado o apartamento do soldado, que era marido de uma prima, e foi baleado.

Processo que investiga a morte do cabo da PM por soldado foi arquivado pela Justiça da Paraíba — Foto: ReproduçãoProcesso que investiga a morte do cabo da PM por soldado foi arquivado pela Justiça da Paraíba — Foto: Reprodução

Processo que investiga a morte do cabo da PM por soldado foi arquivado pela Justiça da Paraíba — Foto: Reprodução

De acordo com o advogado do soldado Tavares, tanto o delegado responsável pelas investigações, quanto o promotor responsável pelo caso, entenderam que o soldado agiu em legítima defesa. “O cabo adentrou o apartamento armado. Ficou comprovado que o soldado agiu em legítima defesa, não havendo nesse sentido ilícito. O cabo estava afastado de suas funções para tratamento médico e não poderia sequer estar armado”, comentou Luiz Pereira.

À época, o soldado Tavares disse à PM que houve uma discussão familiar e que o cabo foi até a sua casa tomar satisfação. Diante da ameaça, ele teria se defendido e atirado. As imagens da cena do crime contidas no processo mostram o cabo André Pereira caído ao chão ao lado de uma arma no apartamento do soldado. A informação também foi confirmada pela Polícia Civil à época do crime.

“Infelizmente não estamos falando apenas de uma morte, mas de uma família dilacerada por um ato impensado do cabo André”, explicou o advogado do soldado da PM.

Ainda de acordo com o advogado de defesa, o soldado Tavares, lotado na 6ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), na cidade de Cabedelo, na Grande João Pessoa, retornou às atividades, mas segue sob acompanhamento psicológico. “Não é normal para qualquer ser humano ceifar a vida de outro, mesmo que seja em legítima defesa. Por isso o acompanhamento psicológico deve continuar mesmo após o retorno às funções”, completou o advogado.

G1-PB