Professora fala sobre impacto da esclerose múltipla na vida das pessoas e os tratamentos gratuitos existentes na PB

Professora fala sobre impacto da esclerose múltipla na vida das pessoas e os tratamentos gratuitos existentes na PB

Graduada e mestre em Geografia pela UFPB, a professora Solane Vasconcelos, em entrevista ao Portal ClickPB falou sobre o impacto da esclerose múltipla na vida das pessoas, os tratamentos gratuitos oferecidos pelo SUS e de como conviver com a doença. Sonale destacou que a identificação da EM pode demorar, já que muitos dos sintomas são confundidos até com anemia, uma vez que o portador sente muita fraqueza, entre outros problemas.

Segundo ela, “a informação precoce sobre a doença e o diagnóstico cedo são fundamentais para que o paciente não fique com sequelas e encontre o melhor tratamento, principalmente pelo fato de que ainda não há uma causa definida para a doença. Alguns estudos falam sobre predisposição genética, outros falam sobre a ausência da vitamina D e por aí vai, ou seja ainda não sabemos o que causa a EM”, explicou.

Ela também falou sobre o evento ‘Pedale por uma causa’, que é um movimento nacional e gratuito pela conscientização da doença. O objetivo é ajudar a dar voz para a causa que mais atinge adultos jovens em todo mundo. “A Esclerose Múltipla pode ser uma doença silenciosa, ajude a gente a mudar isso! #JuntxsSomosMaisFortes”, convida Sonale.

Na Paraíba, a esclerose múltipla afeta 301 pessoas e entre 2011 e 2016 foi a causa de 20 mortes, de acordo com o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM). A doença é autoimune, não tem cura, mas os tratamentos podem ajudar a controlar os sintomas e reduzir a sua progressão.

A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença neurológica, crônica e autoimune – ou seja, as células de defesa do organismo atacam o próprio sistema nervoso central, provocando lesões cerebrais e medulares. Embora a causa da doença ainda seja desconhecida, a EM tem sido foco de muitos estudos no mundo todo, o que têm possibilitado uma constante e significativa evolução na qualidade de vida dos pacientes.

Os pacientes são geralmente jovens, em especial mulheres de 20 a 40 anos.
A Esclerose Múltipla não tem cura e pode se manifestar por diversos sintomas, como por exemplo: fadiga intensa, depressão, fraqueza muscular, alteração do equilíbrio da coordenação motora, dores articulares e disfunção intestinal e da bexiga.

ClickPB