Protesto a favor e contra impeachment ocorrem em sete estados e DF

Protesto a favor e contra impeachment ocorrem em sete estados e DF

manifestacao impeachmentEm Brasília, Lula tenta conquistar votos contra o impeachment

O ex-presidente Lula voltou a Brasília na manhã deste domingo para tentar uma última ofensiva antes da votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff: o petista está ligando para deputados para tentar conquistar votos contra o afastamento ou pelo menos para pedir a abstenção na sessão em plenário, de forma a evitar os 342 votos necessários ao impeachment. A estratégia foi confirmada ao GLOBO por deputados petistas próximos ao ex-presidente.

Lula deixou Brasília no meio da tarde de ontem, depois de participar de encontro com movimentos sociais e de articular votos anti-impeachment. Ele voltou para São Paulo, mas decidiu retornar à capital no dia da votação.

O Salão Verde da Câmara, que fica em frente à entrada central do plenário, é ocupado principalmente por deputados da oposição, eufóricos com o discurso de que já há mais de 360 votos a favor do impeachment. Os governistas são minoria e estão contidos.

– Existe um movimento para convencer os deputados a votarem contra. Lula voltou para isso – diz o deputado Wadih Damous (PT-RJ), um dos interlocutores do ex-presidente.

Os petistas dizem que ainda há deputados que “não se sentem à vontade” para votar pelo impeachment e que estariam sendo cobrados a fazer isso por conta do apelo de suas bases eleitorais. Junto a esse grupo, Lula tenta incentivar pelo menos a abstenção. Segundo parlamentares, o ex-presidente está ligando e se encontrando com deputados em Brasília.

Lula em manifestação contra o impeachment neste sábado

Manifestantes contra impeachment se reúnem no Anhagabaú

Centenas de manifestantes contrários ao impeachment da presidente Dilma Rousseff se reúnem na manhã deste domingo no Vale do Anhagabaú, no centro de São Paulo. Vestidos em sua maioria com camisas vermelhas, integrantes de movimento sociais, como a Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), e da Central de Movimentos Populares (CMP), aguardam o início das apresentações musicais e dos discursos políticos.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), é o principal alvo dos manifestantes. Uma grande faixa com a frase “Fora Cunha” foi estendida no local. Há também bandeiras de partidos políticos como o PCdoB e o PCO

PM divulga imagens aéreas de Brasília pronta para a decisão

Câmera percorre os principais palcos da capital federal às vésperas do dia decisivo na Câmara dos Deputados.

Brasília

Guerra de versões no PP

  • O PP trava uma batalha interna para ter o máximo de votos a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff. O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), ligou nesta madrugada para o ex-ministro Eliseu Padilha, um dos mais fiéis escudeiros do vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP), para garantir que 100% da bancada votará a favor do impeachment.

    O grupo que defende a saída de Dilma Rousseff na legenda garante que reconquistou o voto inclusive do deputado Waldir Maranhão (MA), que mudou sua posição na sexta-feira e foi destituído do comando do PP no Maranhão, e Eduardo da Fonte (PE), que vem negociando com o Palácio do Planalto.

    O grupo de Maranhão, no entanto, está reunido na manhã deste domingo no apartamento do vice-presidente da Câmara — entre os presentes estão os deputados Macedo (CE), Roberto Britto (BA) e Adail Carneiro (BA) — e garante que votará contra o impeachment, contrariando a decisão do PP, que fechou questão a favor do impedimento.

    O deputado Jerônimo Goergen (RS), um dos maiores defensores do impeachment, garantiu que o presidente virou os votos de Maranhão e da bancada da Bahia, além do voto de Eduardo da Fonte.

    — Entre o deputado ser expulso e perder diretório ou votar com unidade e fortalecer o partido, é melhor vir conosco para um novo governo. Eles entenderam, estamos 100% fechados a favor do impeachment. Quando chegar na Bahia e em Pernambuco, a votação já vai estar decidida. Além disso, o Maranhão sofreu muita pressão no estado — disse Goergen.

    A negociação maior é com os deputados da Bahia, porque o vice-governador João Leão, que é do partido, quer que votem contra o impeachment. A pressão do governador da Bahia, o petista Rui Costa, é grande. Mas a Bahia é um dos últimos estados a ser chamado para votação. Por isso, se até lá os 342 a favor do impeachment já tiverem sido alcançados, a tendência é que os deputados mudem e votem com o partido. É a chamada onda da votação.

    Integrante da direção, o deputado Ricardo Barros disse que há a busca pela unidade:

    — Está caminhando bem. Aumenta a adesão à decisão do partido de fechar questão pelo impeachment — disse Ricardo Barros.

    O PP tem a quarta maior bancada da Câmara, com 45 deputados. Eles podem ter papel decisivo na decisão, junto com parlamentares do PR e PSD, todos cortejados pelo governo e pelo grupo de Temer.

  • Um homem foi detido por policiais militares na Avenida Paulista, neste domingo, acusado de cortar o pato gigante inflável da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O pato é usado como símbolo da campanha contra aumento de impostos intitulada “Não vou pagar o pato”.

    Segundo a Polícia Militar, o acusado portava uma faca e teria cortado o pato inflável por volta das 8h30m. Ele foi levado, algemado, ao 78º DP (Jardins).

    A Fiesp disse que a entidade tem quatro patos e confirmou que um deles foi atacado pelo acusado. O principal pato tem 112 metros de altura e já está colocado na Avenida Paulista, em frente à sede.

    Bandeira soviética em Copacabana

    Morador balança bandeira da União SoviéticaDepois de cerca de 2h de concentração em frente ao Posto 3, em Copacabana, o carro de som da Furacão 2000 começou a se mover no trajeto combinado com a PM até o Posto 1, no Leme, com término marcado para as 13h.

    Por conta do horário apertado e do tempo gasto na concentração, os organizadores convocaram os manifestantes a se dirigirem à Lapa após o fim do ato, onde haverá telão para acompanhar a votação do impeachment.

    No deslocamento, um morador de um prédio na orla, entre as ruas Paula Freitas e República do Peru, balançou bandeira da União Soviética ao lado da bandeira do Brasil em sua janela. Manifestantes aplaudiram e gritaram “não vai ter golpe.

    Hóspedes do Copacabana Palace se opõem a protesto pró-Dilma

    Enquanto a manifestação a favor do governo Dilma Rousseff passava em frente ao hotel Copacabana Palace, alguns hóspedes saíram na janela para protestar contra os manifestates pró-Dilma na Avenida Atlântica. Em reposta, os participantes da manifestação vaiaram e gritaram “Não vai ter golpe”.

    — Não vamos provocar ninguém e nem aceitar provocações. Esse é um ato de paz — disse um dos organizadores.

    Já há 3 mil manifestantes pró-impeachment na Esplanada

    Manifestante pró impeachment se veste de verde e amarelo

    Boletim da Secretaria de Segurança do Distrito Federal informou que, no momento, existem 3 mil pessoas já na Esplanada dos Ministérios no lado Sul, destinado aos defensores do impeachment. No lado Norte, dos que apoiam o governo Dilma Rousseff, segundo a PM, não há movimentação. A informação é que o grupo ainda está se preparando para deslocamento do Estádio Mané Garrincha até a Esplanada.

    “A Polícia Militar está na Esplanada dos Ministérios e imediações com 1 mil homens e mulheres neste momento. A Polícia Civil trabalha desde sexta-feira com reforço de agentes e delegados nos plantões das delegacias da área central e do Departamento de Polícia Especializada (DPE). Mantém ainda 300 agentes nas ruas das Asas Sul e Norte, Cruzeiro e Sudoeste reforçando o policiamento ordinário. O Corpo de Bombeiros mantém na Esplanada e arredores 150 militares e 19 viaturas neste instante, podendo chegar a 1 mil, caso seja necessário”, informou a secretaria.

    O Globo