Protestos contra o governo começam em quase todo país.

manifestantesJornalista ovacionado em Copacabana

O jornalista Felipe Moura Brasil, da Veja, foi ovacionado ao discursar no carro do MBL.

– A gente não precisa de pão com mortadela para vir defender o Brasil. A gente protesta no domingo porque a gente trabalha de segunda a sexta. Não é como o PT que tem manifestação na terça e na quinta-feira.

O colunista também ganhou apoio ao criticar a aproximação de Dilma e Renan.

– Dilma está pedindo para nossa senhora da mandioca para salvá-la do impeachment. Se aproximou do Renan porque o TCU indicou 3 ministros do TCU.

12:36

Hino diferente no Rio de Janeiro

O hino nacional puxado pelo carro de som em frente ao hotel Othon, em Copacabana, provocou uma reação massiva curiosa. Nos primeiros acordes, enquanto um homem vestido de Batman punha a mão no peito pedindo solenidade, jovens tiram seus celulares do bolso às pressas. A ideia é filmar tudo para botar na internet.

– Vamos postar tudo isso no Facebook – diz José Andrade, 39 anos – A mão no peito a gente põe na próxima vez que cantarem.

12:26

Manifestantes vão lavar a calçada do prédio de Renan, em Maceió

Na capital, o ato contra o governo Dilma reúne 10 mil pessoas. Os manifestantes passam agora pelo edifício do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), em Ponta Verde, bairro nobre da cidade, onde vão promover a lavagem das calçadas. Não se sabe se Renan está em seu apartamento. Os manifestantes gritam “fora Renan”, “desce Renan” e “xô corrupção”.

12:23

Em Brasília, boneco de Lula vestido de presidiário

No meio da manifestação que segue rumo ao Congresso Nacional, há um boneco gigante inflável do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vestido de presidiário, com a inscrição 13-171, em referência ao PT (13 é o número do partido) e ao crime de estelionato (171 é o artigo do Código Penal).

Uma cela improvisada traz bonecos de papelão identificados como José Dirceu (ex-ministro da Casa Civil), João Vaccari Neto (ex-tesoureiro do PT), Nestor Cerveró (ex-diretor de relações internacionais da Petrobras), Lula e Dilma.

12:13

Pedido de intervenção das forças armadas choca turistas no Rio

Os argentinos Ramiro Rivas, de 41, e Marcela Yranzo, de 39, ficaram boquiabertos diante da faixa pedindo intervenção militar. Hospedados no Othon desde sexta lamentam a posição:

– Esses perderam a cabeça. Mas é o que acontece quando as pessoas se cansam. Começan a pedir coisas que não fazem sentido – disse Rivas, fazendo fotos.

Para Marcela, a manifestação é diferente do que se vê na Argentina

– Lá, as manifestações são mais sóbrias. Aqui parece um carnaval.

– De gente com dinheiro – completa Rivas – dá pra ver que é gente com dinheiro. Que se veste bem. Veio de carro.

11:56

Cerca de 42 mil pessoas nas capitais

Ao menos 42 mil manifestantes estão nas ruas em capitais do Brasil. Segundo a PM, há 1,2 mil em Belém, 25 mil em Brasília, 5 mil em Salvador, 3 mil em Recife e 8 mil em Belo Horizonte.

11:45

Aniversariante protesta em Copacabana: “Fora bruxa”

No dia em que completa 43 anos, a comerciante Simone Rodrigues trouxe a filha Érika, de 12, para protestar contra o governo. Elas usam dentadura de vampiro e penduraram uma bruxa a um dos cartazes que carregam. A comerciante ironizou, em um dos cartazes, a frase de Dilma, que disse que não respeita delator: “Eu não respeito delator, só respeito a mandioca. Fora bruxa”

– Já votei no Lula e me arrependo, tenho muita vergonha. Vim hoje porque não dá mais para aguentar esse governo que fez o contrário do que disse que ia fazer. Hoje é meu aniversário, espero que ganhe de presente um país menos corrupto – disse Simone.

11:43

No Rio, elogios ao juiz Sérgio Moro

Centenas de manifestantes ocupam a orla de Copacabana, no Rio, e gritam palavras de ordem contra o governo Dilma e o PT. Vestindo verde e amarelo, pedem a saída da presidente e elogiam o juiz Sérgio Moro. Em um dos carros de som, há uma faixa de “Je suis Moro”.

11:38

Cerca de 5 mil pessoas em Salvador

Em Salvador, segundo a Polícia Militar e organizadores, há 5 mil pessoas no protesto no Farol da Barra.
Manifestantes fazem discursos em carro de som e gritam “Fora PT”. Protesto deve se estender até às 17h.

11:32

Trânsito bloqueado na Avenida Paulista

Em São Paulo, manifestantes já se reúnem em frente ao Masp, na Avenida Paulista. A via está bloqueada no sentido Consolação. O protesto está marcado para começar no início da tarde, mas militantes já começam a se concentrar. Motociclistas participam do ato, mas grupo ainda é pequeno.

11:18

Manifestações em 9 estados e DF

As manifestações acontecem no Distrito Federal e em 9 estados: Alagoas, Bahia, Minas Gerais, Pará, Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo, Pernambuco e Paraná.

11:07

Concentração em Belo Horizonte

Entre gritos de “Fora Dilma” e “Fora PT”, manifestantes se reúnem na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte. O trânsito está fechado no local e cinco caminhões de som acompanham o ato na capital. Ainda não há estimativas do número de manifestantes, de acordo com os organizadores.

11:02

Manifestantes seguem para Congresso Nacional

Em Brasília, a PM calcula em 5 mil o número de participantes que ocupam a Esplanada dos Ministérios. Eles se encaminham para o Congresso Nacional. Um dos caminhões de som puxou uma salva de palmas para o juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato. Há vários cartazes com críticas à presidente Dilma Rousseff e ao ex-presidente Lula, além de faixas com “Fora Cunha”, em referência ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acusado de receber propina no esquema de corrupção da Petrobras.

10:46

Caminhada se organiza em Copacabana

A movimentação de manifestantes cresce em Copacabana, no Rio de Janeiro. Há seis carros de som no local. Militantes começaram a chegar antes das 9h. De acordo com a GloboNews, a previsão é que as centenas de manifestantes comecem a caminhar pela orla, às 11h, em direção ao Leme.

10:33

Para PT, adesão define futuro da crise

Os protestos deste domingo são considerados pelo PT como decisivos para o futuro da crise que atinge o partido e o governo federal. Uma eventual baixa adesão pode consolidar o clima de virada no ambiente iniciado nesta semana. Por outro lado, a tormenta se intensificaria novamente se o público crescer em relação às manifestações de 12 de abril.
Veja mais

10:19

Protestos em Belém

Os manifestantes protestam nas principais avenidas de Belém. Faixas e cartazes pedem o afastamento da presidente Dilma e punição para os envolvidos nos escândalos de corrupção. Há 1,2 mil pessoas, de acordo com a PM, e 3 mil, segundo os organizadores.

9:55

Por que não vou:

A professora Ivana Martins, de 40 anos, não irá às ruas neste domingo. Para a moradora de São Gonçalo, a crise não levará o país à ruína. “É um pânico para justificar o que se quer fazer”. Veja mais

9:48

Manifestantes se concentram em Brasília

A Polícia Militar calcula que 2 mil pessoas se concentram na Praça da República, ponto de partida do protesto previsto para hoje em Brasília. O número está bem abaixo da previsão dos organizadores das manifestações, que esperam levar 25 mil pessoas para a rua na capital federal. A PM acredita que, durante o dia, o público vai aumentar.

A manifestação estava prevista para começar às 9h30. Mais de 2 mil policiais estão mobilizados para fazer a segurança do evento. O trânsito na Esplanada dos Ministérios está interditado desde as 6h30. O coronel Marcio Pereira da Silva afirma que a PM está preparada para agir em qualquer circunstância.

9:45

Por que

Por que vou:

A assessora do TJRJ Fernanda Fiorito, de 40 anos, vai à manifestação contra o governo em Copacabana, no Rio de Janeiro. Capintada em 1990, Fernanda acredita que os que silenciam se deixam manipular e ”viram peão no tabuleiro”.

9:35

Protestos em abril

Em abril, cerca de 700 mil pessoas foram para as ruas, segundo estimativas oficiais, em 224 cidades, número bem menor que em março, quando 2 milhões de pessoas, também segundo estimativas da Polícia Militar, participaram de protestos em 252 cidades.

9:26

Termômetro para governo e oposição

As manifestações vão servir como termômetro para o Planalto e a oposição definirem os próximos passos no xadrez da crise política. Após uma semana em que o governo Dilma reagiu e obteve algumas vitórias, como o adiamento do julgamento pelo TCU das contas de Dilma e a reaproximação com o presidente do Senado, Renan Calheiros, a mobilização popular mostrará quem hoje está mais forte.

A baixa adesão aos protestos pode consolidar o clima de virada do governo iniciado nesta semana. Mas se o público crescer em relação às manifestações de 12 de abril, o clima para o pedido de afastamento da presidente poderá se fortalecer.

O Globo