PSDB cria código de ética e sistema de compliance

PSDB cria código de ética e sistema de compliance

Novas regras não retroagem e não implicam no caso do deputado Aécio Neves

A executiva nacional do PSDB se reuniu nesta quinta-feira, em Brasília, para deliberar sobre algumas propostas de alterações no estatuto do partido. Os tucanos decidiram criar um código de ética e implementar normas de integridade e conformidade, o chamado compliance.

Eles estabeleceram regras e punições para filiados que cometerem crimes e esperam servir de exemplo para outros partidos no Brasil. Um exemplo: um filiado que venha a sofrer uma condenação por improbidade administrativa e não tiver mais possibilidade de recurso, será demitido do partido.

As regras, no entanto, não retroagem. Isso quer dizer que não se aplicam a filiados que já tenham sido condenados, ou que sejam réus, caso do deputado Aécio Neves, por exemplo.

As mudanças no estatuto ainda serão levadas para avaliação do diretório nacional durante convenção nacional do PSDB, que acontece nesta sexta feira aqui na Capital Federal. Na ocasião, os tucanos vão eleger o novo presidente nacional da sigla. O escolhido para substituir Geraldo Alckmin no comando da legenda deve ser o ex-deputado Bruno Araujo.

Ele concorre em chapa única e tem o apoio de grandes nomes do partido, como o atual governador de São Paulo, João Doria. Bruno Araújo já fala, inclusive, como presidente do partido. Ele diz que os tucanos vão “mudar o comportamento de hesitação que tiveram em muitos momentos da história”.

O ex-deputado, que representa a ala mais jovem do PSDB, nega que o partido fará parte do governo, mas deixa em aberto a possibilidade de a sigla mudar de nome ou promover uma “faxina ética”, como defende o governador João Doria.

Como parte dessa faxina ética, Doria defende a expulsão de alguns nomes que supostamente mancham a imagem do partido, como do deputado Aécio Neves. Já Bruno Araújo diz que é preciso “construir posições de forma coletiva”. Segundo ele, o PSDB não tem dono.

O fato é que, após o fim das coligações partidárias e o resultado das eleições do ano passado, os tucanos procuram caminhos para sobreviver como partido. A criação de um código de ética é algo que muitos membros da legenda consideram necessário para recuperar o apoio perdido em parte do eleitorado.

Jovem Pan