PT prepara projeto contra salário mínimo decretado por Bolsonaro

PT prepara projeto contra salário mínimo decretado por Bolsonaro

PT prepara uma proposta de decreto legislativo para reverter a decisão do presidente Jair Bolsonaro (PSL) de reajustar o salário mínimo de R$ 954 para R$ 998, no primeiro aumento real em três anos.

Segundo a presidente da sigla, Gleisi Hoffmann, a intenção é garantir o aumento do salário mínimo para R$ 1.006, valor que havia sido aprovado pelo Congresso.

A redução estabelecida no decreto presidencial se deve à diminuição da expectativa de inflação.

Por lei, o salário mínimo nacional é corrigido levando em conta a inflação no ano anterior, calculada pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), e o PIB de dois anos antes.

No cálculo do valor para 2019, porém, a inflação prevista para o ano passado quando da edição do decreto foi menor do que o índice levado em consideração quando o orçamento foi aprovado pelo Congresso (de 4,2% para 3,6%) -daí a correção do valor para R$ 998.

Para a presidente do PT, isso poderia ser compensado no reajuste do ano seguinte, para mais ou para menos.

“Ele [Bolsonaro] teve a oportunidade de mostrar à nação que podia dar aos mais pobres”, disse, em entrevista nesta quinta (3). “Eu espero que o Congresso Nacional, que deu 16% de reajuste ao Judiciário, tenha a dignidade de corrigir isso e mostrar que não vai tirar do pobre para tentar fazer equilíbrio fiscal.”

A proposta deve ser a primeira medida a ser apresentada pelo PT ao Congresso durante o governo do novo presidente.

LULA

A senadora esteve em Curitiba para visitar o ex-presidente Lula, detido na sede da Polícia Federal após ter sido condenado em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do

Segundo ela, o ex-mandatário orientou que o PT faça um “debate consistente” sobre as iniciativas econômicas do governo Bolsonaro, e que apresente alternativas ao Congresso.

A prioridade de atuação da bancada petista, para ele, deve ser na pauta econômica e em políticas sociais.

Com informações da Folhapress.