João Pessoa 14/12/2018

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Putin chama desejo europeu de criar exército comum de ‘compreensível’

O desejo europeu de criar suas Forças Armadas conjuntas para garantir sua própria segurança é compreensível e natural, opinou o presidente russo Vladimir Putin ao comentar a iniciativa do seu homólogo francês, Emmanuel Macron.

O líder da França propôs criar um “exército de toda a Europa” independente dos EUA, inclusive para os fins da cibersegurança. O político sublinhou que, hoje em dia, a Europa se depara com numerosas tentativas de intervenção nos seus processos democráticos internos. Donald Trump, por sua vez, qualificou a ideia como “insultuosa”.

O presidente da França, Emmanuel Macron, e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, participaram da inauguração de uma placa para a reconciliação entre os dois países.

Vladimir Putin comentou a iniciativa, em uma entrevista exclusiva ao RT França nas margens dos eventos comemorativos ao 100º aniversário do armistício na Primeira Guerra Mundial, que estão decorrendo em Paris e contam com a participação de muitos líderes mundiais.”No que se trata das Forças Armadas alternativas, de toda a Europa, não é uma ideia nova, agora o presidente Macron a reanimou, mas ouvi falar disso ainda de um dos antigos presidentes, Jacques Chirac [1995-2007], a havia ideias ainda antes. Em princípio, a Europa é um organismo econômico forte, uma união econômica forte, e em geral é perfeitamente natural que eles queiram ser independentes, autossuficientes, soberanos na esfera da defesa e segurança”, assinalou.

Ele também frisou que esse processo “no geral é positivo do ponto de vista do reforço do caráter multipolar do mundo”.

Aliás, o presidente também comentou as recentes manobras da Aliança Atlântica na Noruega, realizadas muito próximo da fronteira russa.

“Quanto às manobras, também as efetuamos, embora nós tentemos não realizar exercícios de larga envergadura perto das fronteiras com os países-membros da OTAN. As grandes manobras mais recentes se deram aqui no leste, à distância de milhares de quilômetros da fronteira dos países da OTAN”, disse.

No entanto, o líder russo assegurou que em geral a parte russa vê essas manobras “tranquilamente” e espera que o diálogo “que sempre faz falta” desempenhe um papel positivo também nessa área.

Sputnik