'Quem são vocês para nos alertar?': Duterte despreza conselho americano

‘Quem são vocês para nos alertar?’: Duterte despreza conselho americano

Durante uma reunião no início de agosto com seu homólogo russo, Sergei Lavrov, o chanceler filipino, Alan Peter Cayetano, prometeu que Manila não recusaria a oportunidade de comprar equipamento militar russo, mesmo perante possíveis sanções dos EUA.

O presidente filipino, Rodrigo Duterte, culpou os Estados Unidos por tentarem impedir a modernização do exército de seu país e fornecerem equipamentos militares usados para Manila, segundo a imprensa local.

“É assim que vocês tratam um aliado e querem que a gente fique com vocês o tempo todo? Quem são vocês para nos alertar?” ele apontou.

Presidente russo Vladimir Putin e o líder filipino Rodrigo Duterte durante reunião no âmbito da cúpula da APEC em Lima, Peru, 19 de novembro de 2016
Duterte acrescentou que se as Filipinas comprarem um submarino aos EUA, ele “implodirá, tal como os helicópteros” que compraram anteriormente.

A crítica veio depois que o subsecretário da Defesa dos EUA para Assuntos de Segurança da Ásia e do Pacífico, Randall Schriver, advertiu Manila sobre a compra de equipamento militar russo.

“Se eles procederem com a compra desse tipo de equipamento russo, eu não acredito que essa seja uma boa coisa a ser feita em [nossa] aliança e acredito que em último caso nós podemos ser melhores parceiros do que a Rússia pode ser”, disse Schriver.

O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte (foto de arquivo)
Ele fez as declarações em meio a relatos da mídia de que Moscou havia oferecido ao governo filipino sua ajuda na compra de submarinos russos e que Manila estaria atualmente considerando a proposta.

O acordo, em particular, estipula a alocação de um empréstimo subsidiado ao país filipino, que seria pago em vários anos.

Durante sua visita à Rússia em 2017, o presidente Duterte expressou o interesse de Manila em armamentos russos avançados, incluindo helicópteros, aviões, bem como armas guiadas de precisão para ajudar a combater a ameaça do terrorismo.

Sputnik