Raoni diz que Cartaxo quer integrar o PSDB e Marco Antonio o manda se ocupar do próprio partido

raoni e marco a.O vereador Raoni Mendes (PDT) esquentou ainda mais as questões políticas na Paraíba. Durante entrevista nesta quarta-feira (12), o vereador afirmou que acredita que a postura do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PT) de silenciar diante das críticas à presidenta Dilma Rousseff é um sinal claro que ele pretende migrar para o PSDB.

As críticas de Mendes não pararam por aí, o vereador afirmou que não fala uma palavra para defender os seus companheiros “aqueles que estão sendo presos”. “Ele trouxe Lula para a Capital e agora ele silencia. Deve estar buscando um partido e é possível que seja o PSDB que tem aliados fortíssimos na Câmara. Não tenho dúvida que pode acontecer”, afirmou, lembrando que Cartaxo já “silenciava” na época em que Cícero Lucena (PSDB) era prefeito de João Pessoa e ele (Cartaxo), vereador: “Silenciava todas as atitudes do PSDB na época”, disse.

Raoni comentou também as declarações da vereadora Eliza Virgínia (PSD) que já declarou apoio ao prefeito afirmando que a vereadora tem razão, pois já que dá sustentação na Câmara tem que defender: “Não vejo uma palavra do prefeito da Capital, único do nordeste do Partido dos Trabalhadores em defesa da sua presidente. Ele só quer benefício, recurso, mas defender seus companheiros… ou não são companheiros?”, questiona.

Já o líder do prefeito na Câmara, vereador Marco Antonio (PPS), rebateu as declarações de Raoni e disse que ele precisa primeiro se preocupar com o seu partido. “Eu desconheço essa história do prefeito mudar de partido, e quem deveria falar sobre isso é ele. Eu ouvi os comentários do vereador Raoni e ele usou palavras que não deveria usar. Acho que ele deveria primeiro se preocupar com o partido dele. Ele tem que dizer primeiro ao eleitor dele qual é a opção partidária dele antes de criticar a dos outros”, concluiu.

Desfiliação – Sobre a questão de mudar de partido, Raoni afirmou que recebeu convites do PSC e do PT do B e que a decisão pessoal já foi tomada, agora está partindo para a jurídica. “O PDT não me quer no partido e os incomodados que se retirem, acredito que chegou o momento”, afirmou.

Marília Domingues / Pedro Callado