Raquel Dodge reforça investigação sobre ex-procurador que advogou para o grupo J&F

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, reforçou a investigação do Ministério Público Federal sobre o ex-colega Marcello Miller, acusado de defender interesses do grupo J&F quando pertencia aos quadros da instituição. Raquel escalou mais um procurador para se juntar a Frederico Paiva, que conduz o trabalho na Procuradoria da República em Brasília. Será Francisco Guilherme Vollstedt Bastos. O caso também é investigado pela Polícia Federal.

Uma das pretensões da CPMI da JBS é entender as circunstâncias da contratação do ex-procurador da República Marcello Miller pelo escritório de advocacia Trenchi, Rossi Watanabe. Miller é investigado pela Procuradoria-Geral da República sob a suspeita de negociar as delações de executivos do J&F enquanto ainda estava nos quadros do Ministério Público Federal. Depois, Miller seguiu para a banca. Sabendo que os advogados do escritório podem deixar de comparecer à CPMI ao alegar sigilo profissional, integrantes da comissão tentarão convidar o gerente executivo do escritório, Maurício Novaes, para dar explicações sobre a contratação de Miller.

“Queremos saber como foi contratado, quem o recomendou para o escritório e se os valores repassados a Miller pelo escritório são coerentes com o que recebem outros advogados em situações equivalentes”, afirma o relator da CPMI, o deputado federal Carlos Marun (PMDB-MS). Marun afirma, ainda, querer saber quem, além da advogada Esther Flesch, concorreu para a contratação de Miller.

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