João Pessoa 14/12/2018

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Reajuste do STF não foi justo para 89,4% dos brasileiros, diz pesquisa

O aumento salarial dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) foi aprovado no Senado por 41 votos a 16 na última quarta-feira (7) e espera a sanção do presidente Michel Temer

O aumento no salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) não foi justo para 89,4% da população brasileira, segundo levantamento realizado pelo Paraná Pesquisas. O reajuste foi aprovado no Senado por 41 votos a 16 na última quarta-feira (7) e espera a sanção do presidente Michel Temer.

Com o aumento aprovado, os ministros da Suprema Corte vão passar a receber R$ 39,2 mil — R$ 5,5 mil a mais do que anteriormente. O reajuste passa a valer a partir da sanção presidencial.

Consideraram a medida justa 8,1% dos entrevistados pelo instituto. Não souberam responder 2,5%.

Para 91,1% dos brasileiros entrevistados, os senadores deveriam ter esperado que o novo presidente assumisse o cargo para votar o aumento. Mas o reajuste ocorreu no momento certo para 6,2%. Não souberam ou não quiseram responder 2,7%.

O Paraná Pesquisas também perguntou se o Brasil tem condições para arcar com a alta dos salários dos ministros do STF. De acordo com 89,0% das respostas, o país não consegue pagar essa conta. Por outro lado, 7,8% disseram que tem condições. Outros 3,1% não souberam responder.

A pesquisa

O instituto Paraná Pesquisas enviou um questionário online para 2.008 brasileiros, com 16 anos ou mais, cadastrados na base do grupo. Os entrevistados estão distribuídos em 26 estados e no Distrito Federal.

As perguntas foram feitas entre os dias 9 e 11 de novembro.

O grau de confiança da pesquisa é de 95%. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

‘Reposição’ de perdas pela inflação

Na avaliação dos ministros Marcos Aurélio Mello e Ricardo Lewandowski, o aumento nos salários é uma “reposição” parcial de perdas inflacionárias acumuladas ao longo dos últimos anos.

Dos onze membros do Supremo, apenas quatro foram contrários à medida: Cármen Lúcia, Celso de Mello, Edson Fachin e Rosa Weber.

Após a apovação do reajuste, o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, agradeceu publicamente ao deputado federal Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) pelo pedido feito ao presidente Michel Temer de aceleração para sanção do reajuste de salário do judiciário.

“Contamos com a ajuda do Arnaldo mais uma vez. Sempre apoiando a magistratura. Arnaldo já ligou ao presidente pedindo rápida sanção”, afirmou durante evento após dois dias da votação no Senado. “Temos que ser justos com quem é justo conosco”, completou.

Uma petição online que pede que o presidente Michel Temer vete o reajuste já tem 2,6 milhões de assinaturas. A iniciativa foi do Partido Novo e começou na última quarta-feira no site change.org.

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