João Pessoa 17/12/2018

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Reajuste do STF pode gerar gasto extra entre R$ 1,4 e R$ 1,6 bilhão para a União, diz ministro do Planejamento

Esteves Colnago afirmou que compensação com fim do auxílio-moradia será parcial

BRASÍLIA – O ministro do Planejamento, Esteves Colnago , disse nesta terça-feira que está estimando o impacto do reajuste para os ministros do Supremo Tribunal Federal ( STF ) sobre o Orçamento. Só na União, o gasto extra ficaria entre R$ 1,4 bilhão e R$ 1,6 bilhão, número próximo ao estimado pelas consultorias de orçamento da Câmara e do Senado. Ele afirmou ainda que esse número pode ser maior.

— A gente ainda está fazendo os cálculos, mas na União estaria girando em torno de R$ 1,4 e R$ 1,6 bilhão. R$ 1,1 seria do próprio aumento no Judiciário, mais 250 milhões que pararia de ter abate de teto e mais R$ 300 e poucos milhões também de redução do abate do teto no executivo. Não temos ainda o dado (de Legislativo). Pode ser maior — disse o ministro, após reunião com a equipe de transição, no CCBB em Brasília.

Colnago afirmou ainda que ainda não está claro qual será a compensação com o fim do auxílio-moradia, revogado na última segunda-feira pelo ministro Luiz Fux, do STF.

— Tem uma compensação parcial. O auxílio moradia no Judiciário gira em torno de R$ 350 a R$ 400 milhões. Com os outros poderes, talvez chegasse a R$ 600 milhões. Mas temos que dar uma olhada para saber se vai atingir só o Judiciário mesmo. Se vai atingir a carreira jurídica dentro do Executivo. Temos que entender qual é o alcance da decisão do ministro Luiz Fux — considerou o responsável pela pasta.

Transição

O ministro contou ainda que se reuniu com integrantes da futura equipe econômica para auxiliar na definição do orçamento da nova estrutura ministerial. Segundo ele, há uma preocupação operacional entre os , mas a expectativa é que haja ganhos com a fusão de ministérios proposta pelo governo eleito.

— Voltamos a discutir estrutura, orçamento. Como eles estão chegando cada vez mais perto de definir a estrutura, é importante a gente estar mais próximo para auxiliar no desenho e na operação dessas estruturas. Há uma preocupação operacional sempre, mas os ganhos de sinergia são muito evidentes. Acho que teremos um ganho. Há preocupação, mas uma preocupação normal — finalizou Colnago.

O Globo