Reforço mais caro do Aston Villa, Wesley superou dispensas na Espanha e França

Reforço mais caro do Aston Villa, Wesley superou dispensas na Espanha e França

Contratação mais cara da história do Aston Villa (25 milhões de euros), o atacante Wesley Moraes ainda é desconhecido de grande parte do público, seja brasileiro ou internacional. Natural de Juiz de Fora, Minas Gerais, o jogador rumou ainda adolescente para Europa em busca do sonho de ser jogador profissional. No Velho Continente, fez testes no Atlético de Madrid, da Espanha, e Évian, da França, mas não assinou contrato. Porém, a grande oportunidade apareceu no Trencín, da Eslováquia.

”Tem que ter persistência e acreditar no sonho. A Eslováquia não é um país de expressão, mas tive a felicidade de jogar bem e aparecer para o futebol. Hoje, estou no melhor campeonato do mundo.”   O melhor campeonato do mundo a que Wesley se refere é a Premier League, o campeonato inglês, próximo desafio do atacante, que assinou com o Aston Villa por cinco anos. Primeiro brasileiro da história a defender o clube, o jogador garante tranquilidade.

Em sua chegada à Birmingham, o centro-avante revelou que já teve contato com o técnico Dean Smith. Segundo ele, o treinador demonstrou confiança em seu potencial. ”Sei da minha importância para o clube, mas é trabalhar duro que as coisas vão acontecer. O treinador me passou tranquilidade. Ele disse que essa troca de país e campeonato não é fácil, mas que eu vou ter as oportunidades e devo trabalhar firme.

Aqui, na Inglaterra, treina-se mais, o trabalho é mais intensivo, com mais velocidade e mais força.”   Temporadas goleadoras na Bélgica Antes de desembarcar na Inglaterra, Wesley viveu boas temporadas na Bélgica. Com as cores do Brugge, o jogador se destacou marcando muitos gols, a maioria deles com apenas um toque na bola. Segundo ele, o faro de gol apurado alinhado à rápida definição das jogadas, não era por acaso.

”Isso é treinamento. Sempre coloco na cabeça que tocando pouco na bola, tenho mais chances de fazer o gol e aí complica para o zagueiro. Eu procuro me posicionar bem dentro da área e ocupar os espaços para confundir os adversários.” Ao longo dos três anos e meio que esteve na Bélgica, o jogador conviveu de perto com alguns brasileiros, mas destaca a amizade com um holandês.  ”Quando eu cheguei no Brugge, tinha o Claudemir, Felipe Gedoz e Leandro Pereira. Como o Claudemir e o Leandro eram casados, fiquei mais próximo do Gedoz, com quem eu saía mais.

Só que aí, eles foram embora e acabei me aproximando do Luan Peres. Mas eu sou muito amigo do Stefano Denswil. Nós saíamos com frequência para o centro da cidade, íamos comer e andar pelos shoppings.” A carência do futebol brasileiro com um camisa 9 O novo reforço dos Villans joga em uma posição carente no futebol brasileiro.

Nos últimos anos, o país que sempre foi referência em grandes artilheiros, viu os jogadores que atuam no comando do ataque com certo descrédito, casos de Fred e Gabriel Jesus, bastante criticados por atuações em Mundiais. Para Wesley, os jovens atacantes precisam de mais oportunidades, coisa que para ele faltou na época de Atlético Mineiro, ainda nas categorias de base.

”Temos bastante jogadores jovens começando e vão render mais para frente, mas precisam de oportunidades. No Brasil, muitos saem cedo em busca disso na Europa, como eu. Eu não tenho mágoa, mas fiquei decepcionado com o Rogério Micale. Eu poderia ter tido mais oportunidades, mas Deus me abençoou e pude jogar e fazer gol em Champions League.

Não sei se eu tivesse tido uma oportunidade no Atlético Mineiro, eu estaria aqui hoje também. Mas se os jovens tiverem essa oportunidade, teremos muitos matadores como Ronaldo, Romário e Adriano.”  Apesar do pouco tempo de carreira, Wesley já soma uma boa quantidade de títulos. Pelo Trencín, foi campeão da Taça da Eslováquia. No Brugge, foi bicampeão do Campeonato Belga e da Supertaça da Bélgica.

O Gol