Reginaldo Pereira (PRP) recorreu da decisão do magistrado Gustavo Procópio de bloqueio verbas

Reginaldo recorre à Justiça para desbloquear verbas

reginalpburgente O prefeito de Santa Rita, Reginaldo Pereira (PRP), informou que haverá recurso ainda hoje contra a decisão do juiz Gustavo Procópio Bandeira, da 5ª Vara Mista de Santa Rita, que deferiu pedido de liminar contra a Prefeitura determinando o bloqueio de até 60% do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB), exclusivamente para pagamento dos salários do servidores da educação, e de até 54% dos recursos do Fundo de Participação dos Municípios – FPM e SUS, para serem utilizados no pagamento dos servidores da saúde. A Procuradoria Jurídica municipal vai dar entrada em um agravo de instrumento pedindo a suspensão da decisão judicial, com base no que classifica de “crítica situação financeira de Santa Rita” e na antecipação do pagamento do salário de janeiro dos professores e do salário base do pessoal da saúde.
Na última terça-feira, a secretária de Finanças, Vera Lúcia, representando o prefeito, participou de uma audiência, na 5ª Vara Mista de Santa Rita, com o juiz Gustavo Procópio e representantes do Sinfesa e ofereceu um acordo para pagar os salários atrasados em quatro parcelas, pagando a primeira em fevereiro. No entanto, o sindicato não aceitou o acordo.
Reginaldo culpou seu antecessor, Netinho de Várzea Nova (PR), pelo problema gerado nas contas da prefeitura. O atual prefeito alega que houve o desaparecimento de R$ 10 milhões do IPREV, além do sumiço de R$ 2 milhões dos empréstimos consignados. Cita ainda a inexistência de comprovação de gastos de R$ 2 milhões em livros supostamente comprados e acrescenta que teriam havido durante os nove meses de gestão de Netinho o emprego de 2 milhões em combustíveis, bem como a retenção de pagamentos de 4 meses de prestadores de serviços e desvio milionário do Fundeb, o que ocasionou atrasos dos salários de professores. Finalmente, Reginaldo alega que teria havido falta de prestação de contas de R$ 3 milhões em remédios, até hoje inexistentes e a não quitação de dívidas com a coleta de lixo, hospital Flávio Ribeiro, entre outras.