Reginaldo Rossi lembra histórias da carreira e valoriza parcerias - :: Paraiba Urgente :: Portal de Notícias

Reginaldo Rossi lembra histórias da carreira e valoriza parcerias

rossiUma parede repleta de discos dá uma pista da abrangência da carreira do cantor pernambucano Reginaldo Rossi. São álbuns dele, composições assinadas por Rossi gravadas por outros artistas e também em parceria com ele. A reação do artista a essa abrangência toda dá uma pista da personalidade generosa dele. “Caviar com Rapadura, Gatinha Manhosa, Aviões do Forró… Todos já gravaram Reginaldo Rossi. Graças a Deus!” O Espaço Pernambuco deste sábado (14) fez uma homenagem a um dos mais populares cantores do Brasil.

Confira acima o primeiro bloco do programa.

O cantor explica que há uma longa distância entre ele como pessoa e a figura pública do cantor. Uma vez ao fazer um show no Clube Nassau, em Olinda, ficou sabendo que um sujeito era muito fã dele, mas o achava “muito doidão, [que usava] muita droga e [e era] muito veado”. O amigo disse que não tinha nada disso e logo depois ele chegou de Serinhaém gripado. “Lavei o rosto, ele me acompanhou, me aprontei e a primeira música que cantei foi ‘Tô doidão, Tô doidão…, sucesso da época”. O fã comentou: “Veado ele não é não, mas doidão ele é. Tá cheio das coisas”, conta.

“Tenho quase 50 anos na estrada. Então tem mil histórias. Uma vez eu estava chegando em um comício em Jaboatão com 40 mil pessoas. Quando acabou, saí em uma Kombi”. Ele lembra que pediu ao motorista para ir devagar para que pudesse cumprimentar as pessoas que se aproximavam para falar com ele. A um certo ponto, a Kombi já andava a 20 Km/h. “Tinha um cara esbaforido. Eu falei pro motorista parar porque o esforço dele merecia toda atenção. Abrimos a porta, ele olhou pra mim e disse: ‘Rossi, eu também sou veado’. Isso faz parte do show”, relata, sorrindo.

Essa história de corno que aparece nas minhas letras não é minha, é do povo brasileiro, que adora isso. “Se você prestar atenção na letra de ‘Garçom’, não tem nada de corno. O cara está na mesa de um bar chorando porque o grande amor dele vai casar com outro”, alerta.

Ele diz que o maior sucesso que canta hoje em dia é “Dama de Vermelho”, uma música de Waldick Soriano de 40 anos atrás. Quem pede são jovens de 14 a 18 anos que pedem essa música.

Confira ao lado o segundo bloco do programa.

Ele cita também diversas bandas que gravaram sua obra, como Pedra Letícia, de Curitiba, no Paraná, que faz plateias lotadas cantarem no sul do país. Ou ainda as pernambucanas Sir Rossi, comandada por Silvério Pessoa, e Academia da Berlinda.