Reitor da UEPB rebate Luís Torres sobre ‘caixa preta’: ‘duvido que exista estrutura tão transparente quanto a universidade’

reitor da uepbO reitor da Universidade Estadual da Paraíba, Rangel Junior, rebateu as declarações do secretário de Comunicação do Estado, Luís Torres, que pediu que fosse aberta “a caixa preta” da universidade, e afirmou, ainda, que o governo teria repassado para a universidade R$ 21 milhões em 29 de dezembro do ano passado para arcar com as despesas da instituição.

Rangel declarou que o secretário está “desinformado”, e que não responderia “a ataques pessoais”.

“Essa terminologia de baixo nível não pode ser usada para discutir o problema concreto que enfrentamos na universidade. Estou a procura há meses de alguém do governo para dialogar institucionalmente com a universidade para tentar sanar estes problemas”, afirmou o reitor.

Ele explicou que não houve qualquer repasse para a universidade e que o secretário estaria equivocado em sua afirmação.

“A universidade não pediu dinheiro para o governo. Nós pedimos apenas orçamento, para sanar os problemas dos estudantes. Nós tínhamos a disponibilidade financeira. A Secretaria de Planejamento se recusou a fazer a suplementação de orçamento para a qual já tinhamos suporte financeiro para honrar o pagamento das bolsas previstas na legislação universitária, que são partes da prograzmação de atividades da UEPB, parte do planejamento de ação da universidade”, declarou.

Ele ainda disse que não existe qualquer caixa preta na universidade e que as contas são fiscalizadas e controladas pelo Tribunal de Contas do Estado, pelo Ministério Público e pela Controladoria Geral do Estado. O governo do estado tem todos os instrumentos para ter acesso às informações da universidade. Esta discussão de baixo nível não me levará a mudar nada em relação à minha atitude em relação áquilo que venho discutindo com o governo do estado”, disse o reitor.

Rangel Junior ainda disse não temer denúncias desta natureza pois “elas não colam nem em mim e nem na UEPB pois prestamos contas mensalmente para quem quiser tomar conhecimento, para quem quiser saber onde está sendo aplicado o dinheiro. Eu duvido que exista uma estrutura que tenha mais transparência pública na Paraíba”, concluiu.

João Thiago com Anderson Soares